Homem que morou escondido em porão de casa por três meses sem família saber é condenado a três anos de prisão, nos EUA

 

Fonte: Bandeira



Um homem foi condenado a três anos de prisão após viver por quase três meses num porão improvisado de uma casa geminada de uma família, sem que os proprietários soubessem. O caso aconteceu em Oregon, nos Estados Unidos. O julgamento de Beniamin Bucur, de 41 anos, foi realizado na última terça-feira (26).

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O caso foi descoberto em 3 de setembro do ano passado, na cidade de Happy Valley, quando um vizinho da residência percebeu que um homem, que não era o proprietário da casa, entrava no porão. Essa parte sob a casa é comum em parte das residências dos EUA, em que um vão fica vago entre o térreo do imóvel e o solo. Esse espaço é apertado, podendo variar de 50 centímetros a 1,5 metro de altura, o que obriga as pessoas a se manterem abaixadas, recebendo o nome de "crawlspace".

Ao se deparar com a cena, o vizinho chamou a polícia. Os agentes arrombaram a porta com auxílio de ferramentas e descobriram "um espaço de convivência elaborado e completo com luzes, cozinha e área de jogos", disse a polícia na época. O júri considerou Bucur culpado de arrombamento em primeiro grau, informou o escritório do Promotor Distrital do Condado de Clackamas.

Beniamin Bucur, de 41 anos, morou por cerca de três meses em porão de casa sem que família soubesse; ele foi condenado à prisão em cidade de Oregon, nos EUA

Divulgação / Gabinete do Xerife do Condado de Clackamas

Na residência moram um casal com a filha pequena, que não tinham conhecimento sobre compartilharem o imóvel com o estranho. A família se mantinha "alheia à presença dele", de acordo com o comunicado.

O espaço tinha uma estrutura improvisada, que incluía "uma rede de cabos de energia que se conectavam ao serviço elétrico do residente", segundo comunicado do escritório do promotor distrital, ao qual o site People teve acesso.

Essa estrutura foi fundamental para que ele pudesse ter uma vida com regalias, com aparelhos eletrônicos.

"Usando a cobertura da escuridão, o réu entrou sorrateiramente no porão da casa da família, trouxe seus pertences, incluindo várias televisões, consoles de videogame, fogões de cozinha — ele até pendurou luzes de corda — acumulando o consumo de eletricidade enquanto a família, sem saber, pagava a conta", disse a promotora adjunta Tiffany Escover, que processou o caso, em um comunicado divulgado no dia seguinte à condenação, segundo a People.

Neste espaço, os investigadores ainda teriam encontrado uma espada, várias facas e um cachimbo contendo resíduos de metanfetamina. O advogado de Bucur não comentou a condenação.

O homem também enfrenta acusações adicionais de arrombamento no Condado de Washington, afirma o escritório do promotor público.