O homem que matou a tiros oito membros da família — incluindo quatro menores — durante o jantar semanal em casa em Billings (Montana, EUA) havia sido mandado embora de casa pelos pais semanas antes.
O ataque é o mais letal nos EUA desde abril, quando um pai na Louisiana matou a tiros oito crianças — incluindo sete de seus próprios filhos — e baleou e feriu sua esposa e outra mulher.
Alan Smith era considerado um "ermitão" de 44 anos que morava na casa com os pais e passava a maior parte do tempo sozinho diante do computador, no seu quarto, conforme revelou Brad Ireland, cuja ex-esposa e dois filhos estavam entre as vítimas da chocante onda de violência.
"Havia muitos sinais de alerta.
Ninguém ouviu", desabafou Brad, que mora no Arizona, de acordo com o "NY Post".
O autor do crime, que incendiou a casa após o massacre e tirou a própria vida, não conseguia manter um emprego e se mudou com os pais do estado de Washington para Montana atrás de novas oportunidades.
Elas não vieram.
"Ninguém sabia o que ele fazia lá dentro 24 horas por dia, 7 dias por semana", disse Brad.
A situação chegou a um ponto de saturação que os pais de Alan exigiram que ele fosse embora de casa e cuidasse da própria vida.
No domingo (23/8), ele voltou para casa de surpresa enquanto os parentes estavam reunidos para o jantar semanal e abriu fogo por volta das 18h — matando seus pais, Dana e Barbara Smith, sua avó de 92 anos, Evelyn Smith, que usava cadeira de rodas, sua irmã Megan Ghekiere e seus sobrinhos (Chloe Ireland, de 7 anos, e Owen Ireland, de 13), antes de incendiar a casa, informaram autoridades e Ireland.
Também foram mortos Charlotte Ghekiere, de 12 anos, e Landon Ghekiere, de 15, enteados de Megan.
'Monstro'
O pai de Charlotte e Landon, Adam Ghekiere — atual marido de Megan, que não estava na casa no momento do massacre —, disse que o assassino provavelmente não imaginava que os filhos dele estariam na casa quando apareceu no domingo, pois a família costumava se reunir para o jantar às sextas-feiras.
"A palavra ‘monstro’ nem sequer é suficiente para descrever o que ele fez", declarou Adam.
O pai, devastado, trabalhava como bombeiro de resgate em uma demonstração aérea quando soube do ataque a tiros ao ouvir o sistema de comunicação e percebeu que estava acontecendo na casa dos seus sogros, segundo ele.
A polícia confirmou que foi a filha dele, Charlotte, quem ligou para o serviço de emergência (911) de dentro da casa.
"A única coisa que sabemos é que a Charlotte foi a heroína.
A Charlotte ligou para o 911 e tentou salvar sua família.
E isso é algo que a família quer que seja divulgado", comentou Jennifer Mercer, vizinha e amiga da família.
Os registros criminais de Montana e de Washington indicam que Alan nunca havia sido preso ou acusado de crimes anteriormente.
