Homem que baleou Reagan no mesmo hotel de ataque a evento com Trump diz que Hilton não é seguro
John Hinckley entende bem sobre a segurança no Hotel Washington Hilton, onde, no último sábado (25/4), um homem abriu fogo durante o jantar anual dos correspondentes da Casa Branca, do qual participava o presidente Donald Trump.
Afinal, em 30 de março de 1981, Hinckley baleou o então presidente Ronald Reagan. Agora, após novo incidente, Hinckley afirmou à "TMZ" que o Hilton na capital dos EUA deveria parar de sediar grandes eventos por falta de segurança.
Pelo ataque contra Reagan, Hinckley foi preso rapidamente, mas posteriormente considerado inocente por insanidade e internado em um hospital psiquiátrico por mais de 34 anos antes de ser libertado. Investigadores descobriram que ele botou seu plano em prática numa tentativa de impressionar a atriz Jodie Foster.
Após os tiros disparados no domingo, as comparações com o atentado de 1981 se disseminaram pela internet. Para Hinckley, os dois incidentes têm algo em comum: a falta de segurança no hotel.
O relato de Bill Melugin, repórter da FOX News, ilustra bem o alerta. Ele criticou duramente as medidas de segurança no evento do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, escrevendo em um X que seu nome não foi verificado em nenhuma lista, que ele não precisou apresentar documento de identidade nem passou por um detector de metais.
Hinckley disse que ligou a TV para saber das notícias sobre o novo ataque no Hilton e afirmou que foi "assustador" descobrir que o tiroteio "aconteceu no mesmo hotel que o meu".
Trump e convidados no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, no Hilton de Washington
Reprodução
Apontado como autor de ataque em Washington, Cole Tomas Allen tem 31 anos
AFP
"Coisas ruins continuam acontecendo. Simplesmente não é um lugar seguro para realizar grandes eventos", comentou ele.
O americano sugeriu que eventos que requerem alta segurança deixem de ser realizados no Hilton. Para reforçar o pedido, Hinckley declarou que à época do seu ataque a segurança também era "frouxa" porque ele conseguiu se infiltrar em meio a uma multidão de repórteres que esperavam do lado de fora do hotel pela saída de Reagan após um discurso. Ele disse que os agentes do Serviço Secreto nunca verificaram se ele era repórter durante as buscas. Se tivessem verificado, Hinckley disse que teria fugido, porque não era jornalista, não tinha credenciais de imprensa e seu plano ardiloso provavelmente teria sido descoberto.
Reagan foi atingido no pulmão, ficando gravemente ferido, mas conseguiu se recuperar após uma cirurgia de emergência. As outras três vítimas dos tiros disparados por Hinckley também sobreviveram.
Em entrevista em julho de 2024, Hinckley disse ter abraçado a paz e condenou o atentado contra Trump num comício na Pensilvânia.
"A violência não é o melhor caminho. Dê chance à paz", declarou.
