Um pescador caminhava ao longo do Rio Danúbio, perto de Oberelchingen, no sul da Alemanha, quando a tela de seu pequeno sonar, que lhe permite distinguir cardumes, plantas e formas no fundo do rio, marcou algo que não parecia um peixe. Veja vídeo: Turistas pulam de jipe descontrolado rumo a rio infestado de crocodilos na Tanzânia Ameaça: Mãe orangotango e filhote são resgatados na Indonésia após incêndios se aproximarem de seu habitat Na imagem, um capô, um teto e as aberturas de algumas janelas foram desenhados. Quando conferiu, percebeu que havia um carro a cerca de cinco metros de profundidade. Foi quando Bence Szabo chamou a polícia. A resposta levou policiais, bombeiros, socorristas e, finalmente, o Technisches Hilfswerk, a agência alemã de assistência técnica, ao local, que precisava de um grande guindaste para remover o veículo. Mais de 50 pessoas trabalharam por sete horas na operação. Quando o bloco de lama e metal finalmente saiu da água, a primeira surpresa apareceu: sob décadas de sedimento estava um Opel Manta A fabricado por volta de 1970. Segundo estimativas da polícia, o veículo estava submerso por mais de meio século. Mas encontrá-lo foi só o começo. Um assalto de 1972 e meio século sem respostas Alguns dias depois, uma mulher viu as notícias e entrou em contato com as autoridades. Segundo seu depoimento, o Opel Manta pertencia ao então marido dela, um cidadão americano que morava na região. O carro havia sido roubado em 1972. Polícia da Alemanha ainda não conseguiu reconstruir como Opel Manta da década de 1970 foi parar no rio Reprodução via La Nacion O homem retornou aos Estados Unidos durante a mesma década e, até agora, não foi possível localizá-lo, nem existem arquivos policiais que permitam contraste documental com esse roubo. A Polícia da Baviera acredita que o depoimento permitiu reconstruir parcialmente o passado do veículo, mas ninguém sabe como o Manta foi parar no Danúbio. Se realmente for o veículo apontado, pode ter permanecido submerso desde o início dos anos setenta. Enquanto os governos mudavam, as marcas desapareceram, tecnologias surgiram e o veículo passou de um carro novo para um clássico, essa unidade permaneceu imóvel a uma profundidade de cinco metros. O passar do tempo fez com que a água e a corrosão praticamente consumissem a carroceria e, durante a extração, o teto sofresse mais danos. Quando a chuva começou a lavar a lama acumulada, parecia que o carro estava amarelo. De carro perdido a atração Hoje, a Manta está na Oldtimerfabrik Classic em Neu-Ulm, um espaço dedicado a veículos históricos. Mas não será restaurado. Peter Wirsching, responsável pelo local, explicou que a estrutura estava tão enfraquecida que uma nova mudança poderia fazer o veículo desmoronar. Isso não impediu que se tornasse uma atração. Pessoas curiosas e fãs vêm observar o que resta de um dos cupês europeus mais representativos dos anos setenta. O Manta A estreou em 1970 e a Opel fabricou 498.553 unidades dessa primeira geração até 1975.
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Homem pesca em rio na Alemanha e encontra carro roubado que estava submerso há mais de 50 anos
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O Globo
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