Homem mata ex-mulher a facadas no interior da Bahia: ‘Se vocês estão vendo isso, eu fiz uma coisa ruim’
Um homem é acusado de ter matado a ex-mulher com 17 facadas em Maetinga, no interior da Bahia. Tratando um câncer, David Pereira de Oliveira, de 31 anos, está atualmente em prisão domiciliar pelo assassinato de Sabrina Brito de Oliveira, de 20, com quem ele teve dois filhos, um menino de 5 e uma menina de 2.
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O crime aconteceu no dia 13 de abril. Na mesma data, num vídeo postado em suas redes sociais, David disse que “não suportava mais o peso que carregava nas costas”: “Se estiverem vendo este vídeo, eu fiz uma coisa muito ruim comigo e com a pessoa responsável por eu estar carregando esse peso”.
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Segundo o relatório final da Polícia Civil da Bahia, David foi visto por testemunhas saindo do local do assassinato com uma faca na mão e “sujo de sangue”. Seu carro foi encontrado na tarde daquela mesmo dia, perto de uma barragem.
Dentro do veículo, bombeiros encontraram um telefone, uma carta de despedida e uma substância “com aparência de veneno”, dando a entender que o autor do crime cometeria suicídio, de acordo com a polícia. No entanto, David foi encontrado dois dias depois, na manhã do dia 15 de abril, numa localidade rural denominada Caldeirão.
Até hoje, arma do crime não foi localizada. David teve sua prisão preventiva decretada no mesmo dia.
De acordo com depoimentos dados à polícia, Sabrina estaria vivendo um novo relacionamento com um homem, que afirma ter recebido mensagens de David por volta das 4h50 da madrugada, no dia do crime, perguntando se ele e a ex estavam juntos. Esse homem afirmou à polícia que Sabrina comentava que David era muito ciumento.
David tem adenocarcinoma no pulmão, com metástase para o fígado, um tipo de câncer que, eu seu caso, seria terminal. Ele chegou a ser transferido para a Central Médica da Penitenciária da Bahia no dia 24 de abril, mas, por conta de seu estado de saúde, teve a prisão preventiva substituída por prisão domiciliar humanitária no último dia 8 de maio.
Para o Ministério Público da Bahia, o modus operandi de David “revela uma periculosidade social que exorbita o tipo penal abstrato, demonstrando total desprezo pela vida humana e uma agressividade que justifica a custódia”.
“Trata-se de feminicídio consumado praticado com requintes de crueldade”, afirma o recurso protelado pelo MP-BA. Davi segue em prisão domiciliar.
