Homem com grave doença morre após o pai ser detido pela polícia de imigração dos EUA
Um homem com grave deficiência morreu após o seu pai, que era o seu cuidador, ser drtido pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês) em outubro.
Wael Tarabishi, que tinha 30 anos, morreu na última sexta-feira (23/1), devido a complicações relacionadas à Doença de Pompe, uma rara condição genética que causa fraqueza muscular progressiva. Se não tratada, a doença geralmente leva ao óbito por complicações respiratórias.
Maher Tarabishi, dedicou-se inteiramente aos cuidados do filho. Mas, em 28 de outubro de 2025, tudo mudou.
Durante verificação anual de rotina no escritório do ICE em Dallas (Texas), Maher, que havia chegado aos EUA vindo da Jordânia em 1994, foi detido e levado sob custódia para o Centro de Detenção em Anson, a cerca de 320 quilômetros de onde vivia.
Poucas semanas depois, a saúde de Wael piorou drasticamente, o que sua família atribuiu ao estresse extremo da situação. Uma página no GoFundMe criada para a família Tarabishi diz:
"O corpo de Wael não aguentava mais o estresse. A presença diária de Maher na vida de Wael não era opcional; pelo contrário, era essencial para sua sobrevivência e bem-estar."
Em 20 de novembro de 2025, Wael, que precisava de cuidados 24 horas por dia, foi levado ao hospital com febre alta. Médicos diagnosticaram sepse e pneumonia em ambos os pulmões.
Wael voltou para casa uma semana depois, mas foi internado novamente em dezembro, quando seu tubo de alimentação se soltou e, após uma segunda cirurgia, ele perdeu a consciência.
"Ele faleceu sem seu amado pai, principal cuidador e companheiro constante, Maher, ao seu lado", pronunciou-se a família em rede social.
Ali Elhorr, o advogado da família, afirmou à revista "People" que Maher havia entrado legalmente nos EUA. Porém, prosseguiu ele, em 2006 seu pedido de asilo foi negado e uma ordem de deportação foi emitida.
Porém, naquele mesmo ano, Wael foi diagnosticado com a Doença de Pompe. Maher tornou-se seu principal cuidador e, portanto, teve permissão do governo para permanecer nos EUA para cuidar dele.
