Hoje evangélica, Pérola Faria relembra fase mística e fala do grave problema de saúde que enfrentou durante a gravidez: 'Desesperada'
A atriz Pérola Faria relembrou a trajetória que a levou do misticismo à conversão cristã, marcada por um grave problema de saúde durante a gestação. Ela revelou que, antes de encontrar a fé atual, passou por diversas experimentações espirituais e rituais indígenas na tentativa de se conectar com o sagrado.
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— Eu fui super do misticismo para me proteger. Usava pedra tal para arrumar trabalho, outra para arranjar amor e aquelas coisas. Tudo que falavam eu fazia. Acendia incenso em casa para purificar o ambiente. Cheguei até a buscar o xamanismo para ver se também me conectava. Não sei dizer exatamente o que é, mas é uma cultura indígena. Lembro que fui em alguns rituais que eles acendiam fogueira e cantavam músicas indígenas. Tentava ver como se Deus estivesse na natureza. Não que ele não esteja, mas era uma coisa meio voltada para esse tipo de comunicação com Deus. Não consegui e falei: 'Cara, não é isso' — contou Pérola em entrevista à apresentadora e atriz Karina Bacchi nas redes sociais.
Ela também admitiu que, na época em que trabalhava em novelas bíblicas da Record, via as histórias como meras invenções românticas para explicar o inexplicável:
— Achava as histórias legais, mas um pouco de romance e invenção. "Ah, como uma pessoa abriu o mar? Duvido, mas legal, bonitinho". Em uma época, cheguei a pensar que eram histórias que contavam para as pessoas na época porque não tinha explicação e, então, eles inventavam uma coisa mais bonita. Traduzia assim na minha cabeça. Nunca tinha tido contato com a Bíblia. Olhava para aquele livro gigantesco e falava: "Nunca vou ler isso na vida, não consigo ter interesse".
Ela também relembrou o nascimento do primeiro filho, Joaquim, com o diretor Mario Bregieira. No final da gravidez, sintomas graves começaram a surgir, levando a atriz a um diagnóstico de emergência:
— O Joaquim me fez descobrir que eu tinha essa doença autoimune: a hepatite autoimune, que eu tive colestase na gestação. Quando engravidei, o fígado começou a sobrecarregar e as taxas TGO e TGP ficaram muito altas. Quando chegou na 36ª semana, comecei a sentir umas coceiras além da barriga. Era na mão e na sola do pé, muito forte. Entrei no Google e apareceu colestase gestacional. Falava que a bilirrubina não é absorvida e pode entrar na placenta. Há mães que perderam crianças com 38 semanas porque realmente matou o feto dentro da barriga. Quando li isso, fiquei desesperada. A médica me disse: "Olha, me desculpa, mas você vai para o hospital hoje e vai tirar o seu filho da sua barriga agora".
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Após o parto, o diagnóstico de hepatite autoimune trouxe restrições severas. A atriz precisou adiar o sonho de ter mais filhos para focar em sua sobrevivência e na recuperação do órgão.
— Fiquei muito triste na época de não poder engravidar, que eu queria muito. Foi um balde de água fria, mas Deus sabe de tudo. Fiz um ano de tratamento com minha médica falando: "Pelo amor de Deus, não engravida, senão você vai perder seu fígado e vai ter que entrar na fila do transplante". Eu queria tanto, então esperei. Consegui me tratar por um ano e a Catarina veio agora. Fico muito feliz em ver essa transformação acontecendo comigo.
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