Hipopótamos de Pablo Escobar: Colômbia prevê sacrificar até 80 animais após entrave genético

 

Fonte:


O governo da Colômbia aprovou um plano para abater até 80 hipopótamos que vivem em liberdade no país, descendentes diretos de animais levados na década de 1980 pelo narcotraficante Pablo Escobar. A medida foi anunciada diante do crescimento descontrolado da população, hoje concentrada principalmente no vale do rio Magdalena, e busca conter impactos ambientais e riscos à população local.

Príncipe Harry chega à Austrália para primeira visita após rompimento com a realeza britânica

Ataque a tiros deixa ao menos sete pessoas feridas em escola na Turquia

Os animais têm origem em quatro exemplares introduzidos por Escobar em sua fazenda, a Hacienda Nápoles. Ao longo das décadas, sem predadores naturais e com alta capacidade de reprodução, o grupo se expandiu para mais de 170 indivíduos, segundo estimativas científicas.

Classificados pelas autoridades como espécie invasora, os hipopótamos passaram a ocupar áreas rurais e ribeirinhas, onde disputam recursos com espécies nativas e alteram o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. O comportamento territorial e o grande porte também são apontados como fatores de risco para moradores das regiões afetadas.

Antes da decisão, o governo tentou alternativas como a esterilização e a transferência dos animais. As medidas, no entanto, esbarraram em custos elevados e baixa eficácia para conter o avanço da população. O novo plano, com orçamento estimado em cerca de dois milhões de dólares, prevê não apenas o abate seletivo, mas também o confinamento e a realocação de parte dos exemplares.

A iniciativa gerou reação de organizações de defesa dos animais, que criticam a medida e classificam o abate como desnecessário. As autoridades, por outro lado, sustentam que a intervenção é necessária para evitar danos ambientais mais amplos e reduzir riscos à segurança das comunidades.

A possibilidade de devolver os animais à África foi descartada por questões sanitárias e genéticas. O caso dos chamados “hipopótamos da cocaína” evidencia os efeitos duradouros da introdução de espécies exóticas fora de seu habitat natural e expõe o desafio de conciliar preservação ambiental e bem-estar animal.