O hidroavião que apareceu à deriva no rio Tapajós, nas proximidades da Praia do Pindobal, em Belterra, no oeste do Pará, no domingo (25), não caiu no rio, como indicavam as primeiras informações repassadas às autoridades competentes. A aeronave estava atracada a um cais, quando se soltou da amarração e foi levada para o leito do rio, provocando a entrada de água em sua estrutura.
O reboque foi concluído com sucesso pelo próprio proprietário, na tarde de domingo. Até então, havia muitas especulações sobre o que realmente havia ocorrido.
À imprensa local, o proprietário negou que tenha acontecido um acidente e explicou como o avião foi parar no local. Segundo ele, a aeronave estava amarrada às margens do rio, na região de Alter do Chão, em Santarém, mas acabou sendo levada pela maré durante a noite.
Ele só tomou conhecimento do problema na manhã de domingo. “É um avião leve, um anfíbio, então a tendência é o vento levar”, disse.
Informações da Marinha A Capitania Fluvial de Santarém (CFS) informou que acompanhou, na tarde deste domingo (25), a operação de reboque do hidroavião no rio Tapajós, nas proximidades da Praia do Pindobal, em Belterra.
Segundo a Marinha do Brasil, o reboque foi concluído com sucesso pelo proprietário. Não houve registro de vítimas nem indícios de poluição hídrica decorrentes da ocorrência.
A Assessoria de Comunicação Social da Marinha informou, ainda, que a instituição disponibiliza os telefones do Disque Emergências Marítimas e Fluviais (185) e da Capitania Fluvial de Santarém, pelo número (93) 3522-2870, para receber informações sobre qualquer situação que possa afetar a salvaguarda da vida humana nas vias navegáveis e no mar, a segurança da navegação ou que represente risco de poluição ambiental.
VEJA MAIS: [[(standard.Article) Cúpula da Voepass vira ré na Justiça por morte de 62 ocupantes em queda de avião em 2024]]
[[(standard.Article) Coronel e duas tenentes: quem são as vítimas da queda do avião da PM em Minas]] FAB
Em nota, divulgada nesta segunda-feira (26), a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão central do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer), informa que o evento questionado, ocorrido neste domingo (25/10), em Belterra (PA), não se configura como uma ocorrência aeronáutica.
Dessa forma, a apuração dos fatos relacionados a este evento não é de competência do Sipaer.
O Liberal