Herdeiro da Cartier é condenado por lavagem de dinheiro para o tráfico de drogas da Colômbia
Um herdeiro do império da joalheria Cartier foi condenado na terça-feira (28/4) por um tribunal de Nova York (EUA) a oito anos de prisão federal após confessar operar uma corretora de criptomoedasque lavou mais de US$ 470 milhões (R$ 2,3 bilhões) provenientes do tráfico de drogas da Colômbia.
Residente na França e com passaporte argentino, Maximilien de Hoop Cartier, de 58 anos, atua nas horas vagas como cantor sob o nome artístico de Max Cartier. Em outubro, ele havia se declaradp culpado em outubro por operar um negócio de transferência de dinheiro sem licença e por conspiração para cometer fraude bancária.
Cartier canalizou o dinheiro por meio de uma rede de empresas de fachada nos EUA, disfarçadas de falsas empresas de software e tecnologia — com nomes como Bullpix Solutions, Softmill LLC e VC Innovated — antes de enviá-lo para a Colômbia, disseram os promotores do caso. As empresas existiam unicamente para receber e transmitir dinheiro do narcotráfico internacional, convertendo criptomoedas de narcotraficantes em moeda forte, de acordo com o "NY Post".
Maximilien de Hoop Cartier também atua no ramo musical
Reprodução/X(maxcartiermusic)
O papel do herdeiro era tão grande no esquema fraudulento que autoridades federais o chamaram de "Célula Cartier", que agia desde 2018.
Em 2021, agentes da DEA (agência dos EUA de combate ao tráfico de drogas) apreenderam quase US$ 940 mil (R$ 4,7 milhões) das contas de Cartier , dando início a uma investigação mais extensa dos negócios do herdeiro.
