Henry Borel: julgamento entra no sexto dia com depoimentos das testemunhas de defesa de Jairinho e Monique

 

Fonte: Bandeira



O júri sobre a morte do menino Henry Borel entra, neste sábado (30), no sexto dia, com o início dos depoimentos das testemunhas de defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior e de Monique Medeiros, mãe da criança. O julgamento entra na reta final e a expectativa é de que o veredito seja conhecido a partir da próxima terça-feira (2).

Por determinação de um habeas corpus, Jairo será interrogado somente após Monique, que o acusa de ter cometido o homicídio de Henry. Por isso, as testemunhas ligadas à defesa de Monique serão ouvidas primeiro.

Entre os convocados para depor estão o coronel Jairo, pai de Jairinho; a babá de Henry, Thayná Ferreira; que deu versões conflitantes sobre o caso à polícia e afirmou ter sido coagida por Monique Medeiros a apagar mensagens e mentir em depoimentos, além de Rosângela Medeiros, mãe de Monique; do perito Leonardo Tauil, responsável pelos laudos de necrópsia da criança; e de Miriam Rabelo, ex-companheira de Leniel Borel. Serão sete testemunhas para cada um.

Segundo o advogado de Jairo, Rodrigo Faucz, Miriam poderá apresentar informações sobre conversas mantidas com Leniel durante o relacionamento. A defesa de Jairo pretende questionar as provas periciais e sustenta que Leniel teria influenciado testemunhas para incriminar o ex-vereador. Já a defesa de Monique busca demonstrar que ela não tinha conhecimento das agressões sofridas por Henry e que vivia sob uma rotina de violência praticada por Jairo. A acusação sustenta que ele foi o responsável pela morte da criança e que atuou para intimidar testemunhas durante a investigação.

O quinto dia do julgamento, realizado nessa sexta-feira (29), foi marcado pelo depoimento de Leniel Borel, pai de Henry. Durante o relato, ele relembrou os últimos momentos vividos com o filho e afirmou ter considerado estranhas algumas atitudes de Monique Medeiros. Segundo Leniel, em uma das ocasiões em que devolveu Henry à mãe, o menino apresentou comportamento incomum, demonstrou resistência para voltar para casa, teve ânsia de vômito e não queria sair de seu colo.

Ao longo do depoimento, Leniel afirmou que, com base em fatos que conheceu posteriormente durante a investigação, passou a acreditar que a morte do filho pode ter sido premeditada. A declaração levou a juíza Elizabeth Machado Louro a interrompê-lo, observando que essa suspeita não havia sido mencionada anteriormente por ele em outras oportunidades.