Hantavírus: após morte confirmada, governo de MG reforça orientações de prevenção em áreas rurais

 

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A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais reforçou orientações sobre medidas de prevenção contra o hantavírus em zonas rurais no Alto Paranaíba, região onde um morador do município de Carmo do Paranaíba morreu pela doença. A vítima apresentava histórico de contato com roedores silvestres em uma área de lavoura.

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Essa foi a única morte pela doença no país em 2026, até o momento. Segundo as autoridades de saúde, trata-se de um caso isolado, sem relação com outros registros da doença pelo país. A morte também não tem relação com o surto em um cruzeiro turístico que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde, na África.

As cepas registradas nos dois casos são diferentes, conforme explicou em entrevista à TV Globo, o secretário de estado de saúde Fábio Baccheretti:

“Não há o menor risco de contaminação entre humanos e que se torne um surto ou uma epidemia. O que nós temos é um óbito, como nos anos anteriores. Ano passado foram quatro óbitos, ano retrasado outros quatro óbitos. E o que nós temos é uma cepa que geralmente está junto de poeira, com fezes de ratos. Em locais como paióis, é bem no interior, e são ratos silvestres e não ratos urbanos, ratazanas, que são os hospedeiros desse vírus. O que está acontecendo lá no navio é específico de lá e no Brasil esse risco não existe”, afirmou.

A morte em Minas Gerais ocorreu em fevereiro e a informação foi divulgada neste fim de semana. Segundo Baccheretti, as orientações de prevenção são destinadas principalmente para moradores de áreas rurais:

“Tome cuidado nesse dia a dia, na lavoura em especial, no dia a dia na roça, para que não corra o risco de aspirar fezes vinculadas a essa doença, aos ratos silvestres. A nossa orientação, a essa região especificamente,é que não se deve varrer esse terreno, esse paiol. Jogue água, use pano úmido, para não subir essa poeira com fezes, e lave bem as mãos para que você não tenha contaminação”, orientou.

Além disso, entre outras orientações estão manter alimentos armazenados em recipientes fechados e protegidos de roedores, dar destino adequado ao lixo e entulhos, não deixar ração animal exposta.

Sobre a hantavirose

A hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. A transmissão para humanos ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores infectados.

Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça, dor lombar e dor abdominal. Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para dificuldade respiratória, tosse seca, aceleração dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial.

Não existe tratamento específico para a hantavirose. O atendimento é baseado em medidas de suporte clínico, conforme avaliação médica.

O Brasil já registrou 7 casos de hantavírus em 2026. Dois casos em Minas Gerais; dois no Rio Grande do Sul; um em Santa Catarina; um no Paraná e um sem unidade da federação identificada.

No ano passado, o Brasil registrou 35 casos e 15 mortes por hantavírus.