Hakimi, Osimhen, Mané e Salah: craques disputam vaga na final da Copa Africana de Nações

 

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Toda competição de seleções é recheada de grandes nomes do futebol mundial. E a Copa Africana de Nações não é diferente. De todos os craques que começaram o torneio, quatro disputam uma vaga na final: o marroquino Achraf Hakimi, o nigeriano Victor Osimhen, o senegalês Sadio Mané e o egípcio Mohamed Salah.

Os craques — todos já eleitos em alguma ocasião como o melhor jogador do continente — tentarão alcançar, nesta quarta-feira, a final da Copa Africana de Nações em duas semifinais de alto nível. A anfitriã Marrocos enfrentará a Nigéria em Rabat, às 17h, (de Brasília), enquanto Senegal e Egito medirão forças em Tânger, às 14h (de Brasília).

Hakimi, o herói recuperado

Achraf Hakimi na Copa Africana de Nações

Paul ELLIS / AFP

Capitão dos Leões do Atlas e grande atração do torneio disputado em Marrocos, Achraf Hakimi iniciou a competição em recuperação de uma grave lesão no tornozelo esquerdo, sofrida em 4 de novembro com o Paris Saint-Germain na Liga dos Campeões.

Preservado nos dois primeiros jogos da fase de grupos, com apenas alguns minutos no terceiro, o lateral-direito — considerado o melhor do mundo em sua posição — disputou os 90 minutos das oitavas de final, vencidas com dificuldade diante da Tanzânia (1–0), e das quartas, superadas com autoridade frente a Camarões (2–0).

Após quase dois meses sem atuar, Hakimi naturalmente sentiu a falta de ritmo em seus primeiros minutos, longe do nível que apresentava antes da lesão.

Mesmo assim, o capitão marroquino foi decisivo de imediato. Nas oitavas, quase marcou em uma cobrança de falta que explodiu no travessão tanzaniano. Em seguida, deu uma assistência para Brahim Díaz, destravando uma situação tensa.

Idolatrado pelos marroquinos, Hakimi terá a difícil missão de conter, nas semifinais, o bom ataque da Nigéria.

Osimhen, fúria em movimento

Osimhen na Copa Africana de Nações

Paul ELLIS / AFP

Desde sua saída do Napoli rumo ao Galatasaray, na Turquia, o atacante mascarado da Nigéria desapareceu um pouco do radar das grandes ligas europeias.

O fracasso da Nigéria na classificação para a Copa do Mundo de 2026 contribuiu para tornar Osimhen menos visível na primeira parte da temporada.

Seu talento, no entanto, permanece intacto, como demonstram os seis gols marcados até agora na Liga dos Campeões, e voltou a explodir diante dos olhos do mundo durante a Copa Africana.

Em cinco partidas, Osimhen já marcou quatro gols e distribuiu duas assistências.

Graças a ele e a seus parceiros Ademola Lookman e Akor Adams, as Super Águias — o melhor ataque do torneio, com 14 gols — impressionam a ponto de roubar de Marrocos, seu adversário na semifinal, o status de favorito.

Além dos números, Osimhen acrescenta intensidade, luta em cada bola e um importante trabalho defensivo.

Desde a final da edição anterior, perdida pela Nigéria em 2023 diante da Costa do Marfim (2–1), Osimhen tem uma missão clara.

“Já não sou o mesmo desde aquela final. Trabalho muito. Analiso todos os erros que cometo para saber como melhorar”, avisou.

Mané, o rugido do velho leão

Sadio Mané na Copa Africana de Nações

Gabriel BOUYS / AFP

Embora já não tenha a vivacidade de outros tempos, o senegalês Sadio Mané, de 33 anos, mantém intacta sua influência na equipe, a princípio favorita ao título ao lado da anfitriã Marrocos.

Mesmo tendo marcado apenas um gol, Mané distribuiu três assistências, se tornando o maior garçom da história da competição, com nove passes para gol, superando o ícone marfinense Yaya Touré.

Ele também consolidou seu recorde de jogador mais decisivo da história da Copa Africana de Nações, somando gols (10) e assistências (9), à frente de Mohamed Salah (11 gols e 5 assistências).

Sempre idolatrado, tanto pelos torcedores senegaleses quanto por seus companheiros, Mané continua se destacando por seu comportamento exemplar dentro e fora de campo, assumindo plenamente seu papel de líder dos Leões da Teranga.

Salah, um oásis na tempestade

Mohamed Salah na Copa Afriana de Nações

FRANCK FIFE / AFP

Assim como Mané, seu antigo companheiro de ataque no Liverpool, Mohamed Salah já não tem as mesmas pernas de alguns anos atrás. Ainda assim, o Faraó tem como objetivo claro conquistar seu primeiro título continental em sua quinta participação em uma Copa Africana.

Ele chegou a Marrocos irritado com seu clube devido às recentes idas ao banco de reservas. No entanto, na seleção, o atacante de 33 anos exibe sorriso e bom humor.

Às vezes repreendido por seu treinador, o exigente Hossam Hassan, por lapsos defensivos, o ponta dos Reds é implacável diante do gol: quatro tentos desde o início do torneio, apenas um a menos que Brahim Díaz, o artilheiro da competição.

Salah também assume seu papel de líder ao aliviar a enorme pressão sobre seus jovens companheiros, enquanto o Egito busca sua oitava taça — um recorde — para consolidar ainda mais seu domínio no futebol africano.