Haitianos retidos: grupo de imigrantes deixa Viracopos com visto de acolhimento humanitário
Noventa e sete imigrantes haitianos ainda retidos no Aeroporto Internacional de Viracopos foram liberados da sala reserva no terminal na tarde de sábado (14), mais de 55 horas depois que o voo fretado chegou a Campinas, no interior de São Paulo. O grupo recebeu visto de acolhimento humanitário após mutirão feito pela Polícia Federal (PF) e seguiu para casa de familiares e amigos no Brasil.
O grupo, inicialmente com 118 imigrantes, havia sido impedido de desembarcar depois de a PF identificar problemas na documentação dos estrangeiros, como vistos falsos.
Em nota, a PF informou que os requerimentos de refúgio foram formalizados por meio de cadastramento no sistema Sisconare, uma plataforma oficial utilizada pelo governo brasileiro para solicitações dessa natureza. “As equipes da Defensoria Pública da União e da ACNUR realizam atendimento individual aos solicitantes para preenchimento dos formulários e orientação jurídica", detalhou.
Após esse procedimento inicial, a Polícia Federal realiza o registro migratório e o processamento da entrada dessas pessoas no país na condição de solicitantes de refúgio", disse a PF, em nota.
A Polícia Federal afirmou na última sexta-feira (13) que vai investigar a Aviación Tecnológica S.A. (Aviatsa) por contrabando de migrantes e falsificação de documentos após 118 refugiados haitianos permanecerem retidos no aeroporto.
Em nota, a Aviatsa afirmou que operou o voo em conformidade com as normas da aviação civil internacional, “transportando passageiros devidamente identificados e portadores de passaporte válido”.
No total, 120 haitianos desembarcaram em um avião fretado no aeroporto de Viracopos às 9h de quinta-feira e somente dois conseguiram adentrar solo brasileiro de imediato. O restante foi liberado nas 55 horas seguintes.
