Haiti marca primeiras eleições em dez anos para dezembro, condicionadas a 'um ambiente de segurança'
O Conselho Eleitoral Provisório do Haiti anunciou, nesta segunda-feira, a realização de eleições presidenciais, legislativas e locais em dezembro, as primeiras em dez anos.
A votação, no entanto, dependerá da existência de um "ambiente de segurança aceitável".
O anúncio representa um desafio para o país caribenho, assolado pela violência das gangues.
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De acordo com um decreto do órgão, o primeiro turno das eleições será realizado em 13 de dezembro, juntamente com um referendo sobre mudanças na Constituição.
O segundo turno está previsto para 21 de fevereiro de 2027, enquanto os resultados finais deverão ser divulgados em 7 de março, segundo o decreto.
O documento ressalta, contudo, que o calendário "depende do estabelecimento de um ambiente de segurança aceitável e da disponibilidade dos recursos financeiros necessários".
O Haiti não realiza eleições desde 2016, e seu último presidente eleito, Jovenel Moïse, foi assassinado em 2021.
Gangues fortemente armadas controlam grandes áreas do país, incluindo a maior parte da capital, Porto Príncipe, o que lança dúvidas sobre a possibilidade de garantir segurança suficiente até dezembro.
Uma força internacional liderada pelo Quênia, enviada para reforçar a polícia haitiana, não conseguiu conter a violência.
Desde então, a missão autorizada pela ONU foi transformada em uma Força de Supressão às Gangues (GSF, na sigla em inglês), com um mandato mais amplo para enfrentar os grupos armados.
A Comunidade do Caribe (Caricom) saudou o decreto do Conselho Eleitoral.
Em comunicado, o Grupo de Pessoas Eminentes da Caricom pediu aos países que contribuem para a GSF que enviem seus efetivos "o mais cedo possível", a fim de reforçar a capacidade da missão "muito antes do primeiro turno das eleições".
