Haddad diz que cotados ao Senado também podem ser vice em chapa ao governo de SP:

Haddad diz que cotados ao Senado também podem ser vice em chapa ao governo de SP: 'é um time cara limpa'

 

Fonte: Bandeira



O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (26) que os ex-ministros do governo Lula cotados para disputar vagas ao Senado na chapa da esquerda pelo estado também estão credenciados para ocupar a vice na corrida ao Palácio dos Bandeirantes.

"Todo mundo está credenciado para tudo. São pessoas primeiro, do ponto de vista ético, com uma reputação que o outro lado não tem. Nenhum de nós tem conta em paraíso fiscal, nenhum de nós recebeu dinheiro do Vorcaro, nada disso. Então, começa daí. É um time cara limpa. Segundo lugar: com muita trajetória", declarou.

A chapa terá duas vagas ao Senado. Simone Tebet já está confirmada para uma delas, enquanto o Partido Socialista Brasileiro, de Márcio França, e a federação PSOL-Rede, ligada à ministra Marina Silva, articulam nos bastidores para emplacar seus candidatos.

Levantamentos de diferentes institutos de pesquisa apontam Marina Silva na liderança das intenções de voto para o Senado em São Paulo, seguida por Simone Tebet e, depois, Márcio França. Segundo Haddad, a definição das chapas deve ocorrer até o início de junho.

O petista também comentou as articulações do partido no interior paulista e classificou a conquista do eleitorado da região como um dos principais desafios da esquerda na disputa pelo governo estadual. Haddad relembrou que, na eleição de 2022, obteve 45% dos votos válidos no segundo turno contra o atual governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, resultado que classificou como o melhor desempenho histórico do campo progressista no estado.

O ex-ministro afirmou ainda que tem buscado diálogo com prefeitos do interior ao apresentar políticas implementadas durante sua passagem pelo Ministério da Fazenda, como os sucessivos recordes do Plano Safra.

Ao citar aproximação com prefeitos da região metropolitana, Haddad mencionou o prefeito de Rio Grande da Serra, Akira Auriani, do PSB. Procurado pela reportagem, no entanto, o prefeito afirmou que nunca foi procurado pelo ex-ministro para tratar de alianças ou articulações políticas.

A expectativa é que as negociações entre PT, PSB e federação PSOL-Rede avancem nas próximas semanas, junto à definição oficial das chapas para 2026.