Haddad chama Sabesp de ‘Enel da água’, mas fala em averiguar cláusulas antes de defender reestatização

Haddad chama Sabesp de ‘Enel da água’, mas fala em averiguar cláusulas antes de defender reestatização

 

Fonte: Bandeira



O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (21) que o tema da privatização da Sabesp precisará ser enfrentado caso assuma o Palácio dos Bandeirantes.

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A reportagem da CBN apurou que Haddad ainda está em dúvida sobre incluir a reestatização da companhia e água e esgoto nas propostas de campanha.

Nesta quinta-feira, Haddad explicou à reportagem que ainda precisa averiguar as cláusulas protetivas aos consumidores que, segundo ele, estão se sentindo desamparados.

O petista lembrou de dados do Procon que mostram que a Sabesp já superou o número de reclamações recebidas pela Enel, companhia de energia que também tem sido alvo de críticas em São Paulo:

“O governador Tarcísio criou a Enel da água. Porque ela supera no Procon as queixas da própria Enel. Mas esse é outro problema. Tem a ver com o contrato que foi assinado. E eu vou ter que averiguar as cláusulas protetivas dos consumidores. Porque as pessoas estão se sentindo desamparadas com essa lambança que foi feita.”

Diante das indefinições em relação à composição da chapa da esquerda que vai disputar o Senado pelo estado, Haddad afirmou que tanto Simone Tebet, quanto Marina Silva e Márcio França, todos ex-ministros do governo Lula, estão à altura da disputa, e que deve haver uma definição sobre quem vai compor a chapa com Tebet, que segue confirmada na disputa, entre o final de maio e começo de junho.

O mesmo prazo para quem será vice de Fernando Haddad.

A mais cotada para o posto até recentemente era a ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, Teka Vendramini, que recusou sair da vida privada para a disputa política e que, de acordo com Haddad, vai ajudar no plano de governo com temas voltados ao agro.

Ele avaliou, por exemplo, que a distribuição de alimentos no estado está sendo encarecida devido ao uso de pedágios freeflow, implementados pela gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Ainda em relação ao plano de governo, o ex-ministro destacou que deverá apresentá-lo na totalidade em julho.

Deverá, no entanto, antecipar alguns temas voltados à segurança pública, saúde e educação.

As declarações foram dadas em uma palestra concedida pelo ex-ministro da Fazenda na Unifesp, em Osasco.