Hackers usam IA para simular cliques em anĂșncios e infectar celulares Android

 

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Criminosos estĂŁo usando InteligĂȘncia Artificial (IA) para realizar fraudes em anĂșncios publicitĂĄrios e infectar celulares Android por meio de aplicativos falsos. Os hackers utilizam trojans capazes de simular cliques em propagandas de forma semelhante ao comportamento humano, burlando sistemas tradicionais de detecção e causando prejuĂ­zos a redes de anunciantes. Os criminosos criaram diversos aplicativos falsos e conseguiram publicĂĄ-los no GetApps, repositĂłrio oficial da Xiaomi, e jĂĄ acumulam mais de 155 mil downloads. Entenda os riscos a seguir.

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Hackers usam inteligĂȘncia artificial para simular cliques em anĂșncios e infectar celulares Android

Getty Images/SOPA Images

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Como o ataque funciona

Para aplicar o golpe, os criminosos utilizam modelos de aprendizado de mĂĄquina desenvolvidos com o TensorFlow, plataforma de cĂłdigo aberto do Google voltada a aplicaçÔes de IA. Esses modelos permitem que o malware identifique visualmente anĂșncios exibidos na tela e interaja com eles de maneira menos previsĂ­vel. A inteligĂȘncia artificial analisa capturas de tela e identifica onde os anĂșncios estĂŁo posicionados. A partir dessa leitura, o malware executa cliques com variaçÔes de tempo, posição e sequĂȘncia, imitando padrĂ”es humanos de navegação.

Pesquisadores da empresa de segurança móvel Dr.Web identificaram que o malware pode transmitir em tempo real a tela do navegador virtual para os servidores controlados pelos criminosos. Esse recurso permite acesso remoto direto, com possibilidade de tocar, rolar påginas e inserir comandos manualmente, ampliando o controle sobre o dispositivo infectado.

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Para se disfarçar e infectar os aparelhos, os aplicativos maliciosos operam em um chamado “modo fantasma”. Nesse modo, um navegador oculto Ă© executado em segundo plano, sem qualquer interação visĂ­vel para o usuĂĄrio. Os anĂșncios sĂŁo carregados nesse navegador invisĂ­vel, que funciona em uma tela virtual separada do sistema principal do aparelho, onde ocorrem as capturas de tela e a identificação dos banners clicĂĄveis para realizar a fraude. Esse mĂ©todo engana defesas baseadas em padrĂ”es repetitivos ou movimentos mecĂąnicos.

Além das lojas de aplicativo, trojan também é disseminado pelo Telegram

Reprodução/Bleeping Computer

Os hackers criaram diversos malwares, que foram distribuídos em jogos publicados na GetApps, a loja oficial de aplicativos da Xiaomi. Entre os games infectados, segundo o Bleeping Compute, estão Theft Auto Mafia, Cute Pet House, Creation Magic World, Amazing Unicorn Party, Open World Gangsters e Sakura Dream Academy. Outros trojans foram disseminados por sites independentes, redes sociais e canais de mensagens instantùneas, como o Telegram. Até o momento, os programas somam mais de 155 mil downloads.

Pesquisadores afirmam que ao menos parte desses aplicativos entrega as funçÔes prometidas, o que ajuda a reduzir a desconfiança dos usuårios. Com isso, as vítimas não percebem qualquer sinal visível de atividade maliciosa no dispositivo. Embora a fraude não represente, em um primeiro momento, riscos diretos à privacidade do usuårio, os impactos podem ser vistos no consumo excessivo de recursos do aparelho, como desgaste da bateria e aumento no uso de dados móveis.

Em resposta ao site Bleeping Computer, o Google afirmou que nenhum aplicativo contendo o malware foi encontrado na Google Play Store. "Os usuĂĄrios do Android sĂŁo protegidos automaticamente contra versĂ”es conhecidas desse malware pelo Google Play Protect, que estĂĄ ativado por padrĂŁo em dispositivos Android com os Serviços do Google Play. O Google Play Protect pode alertar os usuĂĄrios ou bloquear aplicativos que apresentem comportamento malicioso, mesmo quando esses aplicativos vĂȘm de fontes externas ao Play", dizia a nota.

Como se proteger

A principal medida de proteção é ter cautela ao instalar aplicativos, inclusive quando eles estão disponíveis em lojas oficiais. Aplicativos com nomes genéricos, descriçÔes vagas ou funçÔes pouco claras devem ser evitados, especialmente quando não hå informaçÔes consistentes sobre o desenvolvedor ou histórico confiåvel de atualizaçÔes. Também é recomendåvel não instalar aplicativos divulgados por links em redes sociais, sites externos ou canais de mensagens instantùneas.

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O usuårio também deve observar sinais de atividade anormal no aparelho, como consumo excessivo de bateria, uso elevado de dados móveis ou aquecimento constante, mesmo quando o celular não estå sendo utilizado ativamente. Esses indícios podem estar relacionados à execução contínua de um navegador oculto e de processos de anålise em segundo plano. Por fim, manter o sistema Android sempre atualizado é essencial para reduzir vulnerabilidades exploradas por malwares. Ao identificar apps suspeitos no sistema, a indicação é desinstalar o programa imediatamente.

Com informaçÔes de Bleeping Computer e TechRadar

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