Hackers roubam tokens de usuários pagos do Claude sem invadir contas

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Assinantes do Claude, chatbot de inteligência artificial da Anthropic, estão perdendo uso pago sem sequer abrir o aplicativo. Segundo reportagem do TechCrunch, hackers têm usado um vírus que copia o acesso já autenticado de usuários no navegador para entrar em suas contas do Claude e consumir a cota de uso paga, sem precisar da senha nem da verificação em duas etapas. Quando alguém faz login em um site, o navegador guarda uma espécie de crachá temporário que prova que aquele acesso já foi liberado. Enquanto esse crachá estiver ativo, não é preciso digitar senha de novo a cada clique. O vírus usado nesses ataques copia justamente esse crachá do computador da vítima e o entrega ao criminoso, que passa a usá-lo como se fosse o próprio dono da conta. Como o acesso já está liberado, nem senha nem verificação em duas etapas conseguem barrar o invasor. Esse tipo de vírus costuma chegar ao computador por meio de programas piratas, anúncios maliciosos ou aplicativos falsos baixados fora das lojas oficiais, sem nenhuma relação com o uso do Claude em si. Uma vez instalado, ele vasculha o navegador da vítima em busca de senhas salvas e desses crachás de acesso, e envia tudo para um servidor controlado pelos criminosos. Esse tipo de ataque vem crescendo porque cada vez mais empresas adotam a verificação em duas etapas, o que tornou o roubo de senha isolado menos eficaz e empurrou os criminosos para o roubo desse acesso já validado. Grant De Swardt, consultor independente de IA no Reino Unido, notou em 4 de agosto que o consumo de sua assinatura Claude Max 20x estava subindo mesmo sem ele estar trabalhando. No dia seguinte, desligou todas as integrações que usava e o consumo continuou a crescer. Ele relatou à TechCrunch que o uso passou de 45% para 55% em um intervalo em que nenhuma tarefa estava em execução. Ao contatar a Anthropic, De Swardt teve a conta suspensa, todos os acessos invalidados e recebeu reembolso parcial de £44,49 referente ao tempo restante da assinatura de US$ 200 mensais. Ele contou o episódio no Reddit e, depois de dezenas de comentários, descobriu que não era o único: outros usuários relataram o consumo indo de 0% a 100% em poucos minutos, mesmo sem ter usado o Claude naquele momento. A resposta da Anthropic Em 30 de agosto, a Anthropic passou a enviar avisos por e-mail a um grupo maior de usuários afetados. Uma das mensagens, compartilhada publicamente por um usuário, dizia que a empresa havia identificado "um agente mal-intencionado usando um vírus comum para roubar acessos" e consumir o uso das vítimas. A companhia informou que forçou a saída de todas as sessões comprometidas, removeu os métodos de pagamento salvos e reembolsou cobranças identificadas como indevidas. A Anthropic também esclareceu que o vírus não teve origem no uso do Claude nem explorou falhas nos próprios sistemas da empresa, e que a contaminação ocorreu no computador do próprio usuário. Ainda assim, a companhia reconheceu que apenas bloquear o acesso roubado não remove o vírus da máquina, o que significa que quem foi infectado pode voltar a ser vítima enquanto não limpar o computador. De Swardt afirmou que não encontrou evidência de que seu computador estivesse infectado e que não recebeu o mesmo e-mail de alerta enviado a outros usuários. Sua conta foi restabelecida depois de cerca de duas semanas, mas a demora no atendimento e a falta de um registro detalhado do que consumiu seu uso o levaram a cancelar a assinatura do Claude e migrar para um concorrente. A Anthropic não divulgou quantas contas foram afetadas nem criou, até o momento, uma forma de o usuário ver de forma detalhada o que consumiu seu uso pago.

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