Hacker de Araraquara é transferido de volta para presídio de Tremembé para cumprir regime semiaberto

 

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Preso há quase três anos por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserir documentos falsos, Walter Delgatti Neto, conhecido como o “hacker de Araraquara”, foi transferido novamente para o complexo prisional de Tremembé para cumprir a pena em regime semiaberto, como noticiou o g1.

Entenda: Moraes autoriza regime semiaberto para Walter Delgatti

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Delgatti, condenado a oito anos e três meses de prisão, estava no “presídio dos famosos” desde fevereiro do ano passado, mas foi transferido para a Penitenciária II de Potim em dezembro por determinação da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).

Ele integrava uma lista de outros quatro criminosos famosos transferidos do presídio, que, em um movimento silencioso, tenta diluir a fama após o sucesso da série que leva o mesmo nome da unidade prisional, no Prime Video, e dramatiza alguns casos.

Em 12 de janeiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou que Delgatti progredisse para o regime semiaberto, já que ele cumpriu 20% da pena — requisito para a progressão.

Por determinação de Moraes, ele deveria ser transferido para uma “colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar”. Agora, a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) definiu que ele cumprirá o regime semiaberto em Tremembé.

Relembre o caso

A deputada Carla Zambelli postou foto de encontro com o hacker Walter Delgatti

Reprodução/Twitter

Walter Delgatti Neto, conhecido como hacker de Araraquara, foi condenado a 8 anos e três meses de prisão pelo crime de invasão de dispositivo informático e falsidade ideologica por ter invadido os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a mando da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).

Segundo a Procuradoria-Geral da República, ele violou os mecanismos de segurança do CNJ e, entre agosto de 2022 e janeiro de 2023, adulterou mandados de prisão, alvarás de soltura, mandados de prisão e outros documentos com o objetivo de "gerar vantagens políticas" para Zambelli. Ele também inseriu um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes no sistema do CNJ.

A deputada federal Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão em regime fechado na mesma ação penal. A parlamentar e Delgatti também foram condenados a pagar uma indenização de R$ 2 milhões em danos materiais e morais coletivos pelos crimes.