Guia do Carioca 2026: campeonato se renova e traz novidades para encarar a concorrência do Brasileiro

 

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O Campeonato Carioca já foi o grande objeto de desejo dos times do Rio. Ao longo das décadas, seu peso foi sendo redimensionado. Passou ser o principal torneio do semestre e, mais recentemente, do primeiro trimestre. A partir de hoje, quando a bola rolar para Flamengo e Portuguesa, às 18h, no Raulino de Oliveira, entra num novo momento.

Passa a contar com a concorrência do Brasileirão — agora de janeiro a dezembro —, além das primeiras fases da Libertadores e da Copa do Brasil e a Supercopa e Recopa. Como a tradição e o charme já não são suficientes, a edição 2026 vem com novidades para conquistar público e clubes.

Após cinco anos no mesmo formato, o Carioca passou por uma remodelagem. Agora, os clubes foram divididos em dois grupos de seis que se cruzam, e os quatro primeiros de cada avançam às quartas de final. Ficou mais curto (passou de 15 para dez datas) e, consequentemente, mais dinâmico.

— O campeonato não só é mais curto, mas extremamente competitivo. Um tropeço pode causar um desastre em seguida — afirmou o presidente da Federação do Rio, Rubens Lopes, durante o lançamento do Carioca.

Outra novidade é a volta das premiações por desempenho esportivo, o que não ocorria há cinco anos. Agora, ao invés da verba total ser dividida entre os clubes, apenas uma parte dela será distribuída como cota fixa por participação. O restante será pago aqueles que avançarem às fases seguintes.

O campeão receberá um prêmio de R$ 10 milhões. Já o vice, levará R$ 5 milhões. Somadas as cotas fixas e as premiações por desempenho, quem conquistar o título pode levar até R$ 27 milhões.

— Antes, os clubes optavam por pegar o bolo todo e dividir para todo mundo. Isso causou uma distorção muito grande. Ano passado, o Botafogo chegou em nono lugar e recebeu uma cota cheia como a dos demais. Esse ano não pode fazer isso — explicou Rubens Lopes.

O retorno das premiações é uma forma de evitar que os clubes deem ainda menos valor ao campeonato neste cenário em que a Série A do Brasileiro será disputada paralelamente. Principalmente na fase de classificação.

Corrida em três ‘momentos’

O campeonato pode ser dividido em três momentos distintos. O primeiro, até a quarta rodada, antes do início do Brasileiro, marcado para o próximo dia 28.

O segundo, entre a quinta rodada e as quartas, alternando datas com o Brasileiro e a Supercopa (Flamengo). E o terceiro e último, em que as semifinais e a final única dividirão as atenções dos clubes com a Série A, as duas primeiras fases da Copa do Brasil (contará com Madureira, Sampaio Corrêa, Portuguesa, Nova Iguaçu, Volta Redonda e Boavista), a pré-Libertadores (Botafogo) e a Recopa Sul-Americana (Flamengo).

Este ano, mais uma vez a largada dos clubes grandes será com atletas do sub-20 (o regulamento permite apenas nas três primeiras rodadas). Até porque, com exceção do Botafogo, Fluminense, Flamengo e Vasco ainda não completaram um mês do último compromisso de 2025.

Planejamentos

Dos quatro maiores, o Flamengo, atual campeão, é o único cujos principais jogadores ainda não se reapresentaram, o que deve acontecer amanhã. Mas, hoje, o rubro-negro estreia com seus jogadores sub-20 diante da Portuguesa, em duelo antecipado da quinta rodada. A largada oficial do campeonato será na próxima quarta-feira.

O nome mais badalado do Flamengo que vai a campo é Wallace Yan. Outros nomes que já passaram pelo time principal são o zagueiro João Victor e o também atacante Douglas Telles. Xodó de Filipe Luís desde as categorias de base, o volante Pablo Lúcio é um jogador para se olhar com atenção.

A força máxima rubro-negra deve estrear contra o Vasco, no dia 21. O cruz-maltino, por sua vez, ainda não bateu o martelo. Mas avalia a possibilidade de usar seu time A também a partir deste clássico.

Vice-campeão no ano passado, o Fluminense deve usar os titulares a partir do Fla-Flu do dia 25. Já no Botafogo, a expectativa é que os titulares sejam utilizados a partir da primeira rodada mesmo.