Guia britânico resgatado de navio com hantavírus relata estado de saúde: 'Não tenho ideia de quanto tempo ficarei no hospital'

 

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O guia turístico britânico Martin Anstee, de 56 anos, resgatado às pressas do navio de cruzeiro MV Hondius após contrair hantavírus, afirmou nesta quinta-feira (7) que ainda não sabe quando deixará o hospital. Em entrevista à Sky News, ele disse que está “bem”, mas reconheceu que o quadro ainda exige cautela: “Não tenho ideia de quanto tempo ficarei no hospital”.

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Anstee trabalhava como guia de expedição no navio e foi retirado de helicóptero na quarta-feira, quando seu estado de saúde era considerado crítico. Agora, segundo médicos na Holanda, ele está em condição “grave, mas estável”. O ex-policial contou que permanece em isolamento e que ainda precisa passar por diversos exames.

— Ainda há muitos exames a serem feitos. Eles devem ter um quadro mais claro ainda esta semana — afirmou à emissora britânica.

Resgate e avanço da investigação

A esposa dele, Nicola Anstee, disse ao The Telegraph que os últimos dias foram “muito traumáticos” para a família. Segundo ela, os sintomas começaram de forma leve, mas pioraram rapidamente, o que reforçou a preocupação com a evolução da doença.

— O medo com esse vírus é que ele pode piorar muito rapidamente. Não acredito que ele esteja em perigo iminente agora, mas foi horrível — relatou.

Martin foi retirado do navio junto com outros dois passageiros: um médico holandês de 41 anos e um alemão de 65. Até agora, três pessoas morreram no surto: um holandês de 69 anos, sua esposa e um alemão que morreu em 2 de maio. Um corpo ainda permanece a bordo.

Nesta quarta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que os casos registrados no cruzeiro foram causados pela variante Andes, a única cepa conhecida do hantavírus com capacidade de transmissão entre pessoas. Investigadores suspeitam que o vírus tenha sido levado ao navio por um casal holandês que havia visitado um aterro sanitário na Argentina durante uma viagem de observação de pássaros.

As autoridades também tentam localizar cerca de 40 passageiros que desembarcaram anteriormente na ilha de Santa Helena. Segundo relatos, eles seguiram para destinos como América do Norte, Taiwan, Austrália, Inglaterra e Holanda. No Reino Unido, dois passageiros estão em autoisolamento, enquanto os demais seguem sendo rastreados.