Guga, Nadal e Althea Gibson no museu do tênis de Roland Garros

Guga, Nadal e Althea Gibson no museu do tênis de Roland Garros

 

Fonte: Bandeira



O entorno das quadras de Roland Garros também tem seus atrativos. Logo ao lado da estátua de Rafael Nadal, o maior campeão do Aberto da França, com 14 conquistas, está o Tenniseum, um museu sobre o esporte, aberto ao público.

Logo na entrada do museu, há uma hélice de um dos aviões pilotados por Roland Garros, aviador francês que morreu na Primeira Guerra Mundial. O local tem esse nome porque Émile Lesieur, então presidente do clube Stade Français e responsável pela construção de um estádio para a disputa da Copa Davis de 1928, sugeriu que a arena recebesse o nome de Roland Garros, seu amigo.

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— No acervo permanente, temos a camisa que Gustavo Kuerten usou aqui em Roland Garros. Ele é um jogador muito famoso e querido por todos nós. Ele faz parte das lendas da nossa história — diz a gerente de projetos culturais e de coleções, Eva Gregorio, sobre o brasileiro, campeão em 1997, 2000 e 2001. — Ele não é lembrado só pelos títulos, mas também por ser uma pessoa muito alegre. Eu me recordo de quando ele desenhou um coração na quadra de saibro aqui. Aquele gesto também faz parte da nossa história.

O Tenniseum substituiu um antigo museu, que encerrou as atividades em 2016.

— Abrimos as portas há dois anos, pouco antes do início da edição de 2024 do torneio. A partir deste ano, temos, além da exposição permanente, uma temporária, que vai durar nove meses, para marcar início desta edição de Roland Garros — explicou a gerente.

A mostra deste ano traz uma homenagem às tenistas que fizeram história no Grand Slam de saibro, com um hall da fama digital que reúne as grandes campeãs de Roland Garros, como a americana Chris Evert (heptacampeã), a alemã Steffi Graf (hexa), a belga Justine Henin e a polonesa Iga Swiatek (ambas com quatro conquistas).

O acervo digital rende homenagens não só às campeãs do torneio de Paris, mas às jogadoras que estão na história do tênis. A brasileira Maria Esther Bueno tem destaque com foto e histórico que enaltece as conquistas da tenista que jogou nos anos 1950, 60 e 70. Maria Esther foi finalista do torneio feminino de simples de Roland Garros de 1964 e campeã nas duplas em 1960.

— A exposição temporária é sobre a história do tênis feminino, os momentos mais importantes da modalidade e as atletas que lutaram pela igualdade e emancipação — diz Eva.

A mostra temporária também exalta Althea Gibson, primeira atleta negra entre homens e mulheres a conquistar um Grand Slam. Ela foi campeã da edição de 1956 de Roland Garros. Posteriormente, ela também conquistou os títulos em Wimbledon (1957/58) e no US Open (1957/58).

Althea (1927-2003) foi a primeira grande estrela negra do tênis mundial. Ela é símbolo de resistência e excelência esportiva, uma pioneira que ultrapassou barreiras raciais e abriu caminho para novas gerações, como as irmãs Serena e Venus Williams, e Arthur Ashe, o primeiro homem negro a ser campeão de um Grand Slam. Ashe conquistou a edição de 1968 do US Open, 12 anos depois do feito inédito de Althea.

Uma ala da mostra temporária apresenta ao público a evolução dos uniformes usados pelas jogadoras desde o início do século passado até hoje.

Raquetes, camisas, saias e tênis usados em diferentes épocas de Roland Garros também são exibidos para o público em displays no acervo permanente.

Ao lado do acervo do museu, há uma lanchonete com fotos de diferentes momentos dos 14 títulos de Roland Garros do espanhol Rafael Nadal, outro ídolo local.

O Tenniseum está aberto ao público que circula pelo complexo de Roland Garros e tem entrada gratuita.