Guerra pode encarecer alimentos e atingir agro brasileiro, diz Durigan

 

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (16) que a guerra no Oriente Médio pode trazer impactos negativos para a economia global, com reflexos indiretos na produção de alimentos.

Em um documento enviado ao Comitê Monetário e Financeiro Internacional, Durigan diz que a continuidade ou expansão do conflito tende a manter instabilidades nos mercados de energia, o que pode afetar cadeias de suprimentos essenciais, como fertilizantes, e pressionar a inflação e as condições financeiras. O ministro também alertou que uma possível crise de refugiados pode ampliar os efeitos desestabilizadores em diferentes regiões.

Durigan destacou que o cenário global já enfrenta fragilidades, como limitações fiscais em diversos países, comércio internacional enfraquecido e riscos crescentes ligados às mudanças climáticas e à degradação ambiental, fatores que aumentam a complexidade da situação econômica.

Em relação ao Brasil, o ministro avaliou que o país está relativamente bem posicionado para lidar com a alta nos preços de energia, mas ponderou que dificuldades no acesso a fertilizantes podem afetar o agronegócio. O documento ainda aponta riscos como queda da demanda global, aumento de custos de importação e crédito mais restrito, além da possibilidade de alta nos preços de alimentos e energia, o que pode reduzir o poder de compra das famílias e dificultar o controle da inflação no mundo.