Guerra no Oriente Médio: envolvimento do Hezbollah acende alerta para alastramento
Quarto dia de guerra. O LÃbano vem sendo duramente atacado. O conflito entre Israel e LÃbano por conta do Hezbollah faz tempo que é uma constante, mas agora vários outros paÃses do continente estão sendo envolvidos em uma guerra que começou com os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã.
Para entender melhor esse cenário, o Estúdio CBN convidou Sabrina Medeiros, professora de Relações Internacionais da Universidade Lusófona de Lisboa para analisar a situação que põe em xeque a paz mundial.
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Em sua análise a especialista destacou que, apesar de estar se alastrando rapidamente pelo continente oriental, ‘nesse momento, ela ainda é uma guerra limitada’, e destacou que ‘apesar dos bombardeios também serem em instalações civis, ela ainda não foi uma guerra declarada e de amplo escopo’.
De acordo com a professora, um conflito desta proporção não seria sustentável por muito tempo:
‘Essa guerra não poderá ser declarada facilmente, justamente por conta da pouca sustentabilidade no longo prazo. Ela envolve mÃsseis, ataques massivos, conjuntos de mÃsseis e outros meios, que são limitados por parte do Irã.’
O envolvimento do grupo militante Hezbollah também acendeu um alerta para um possÃvel alastramento para uma guerra regional. Segundo Medeiros, ‘é um perigo para todos, e as medidas cabÃveis incluirão – em alguma parcela – o apoio à intervenção militar ou o suporte militar dos Estados Unidos e parceiros’.
‘O Estado Libanês não quer uma guerra com Israel, mas também não controla totalmente o Hezbollah', afirmou.
Impactos econômicos
Ainda, sobre economia, a docente acredita que o conflito coloca novamente na balança o aumento dos preços e a possibilidade de inflação. A Europa, por exemplo, tem uma reserva muito baixa de fontes de energia e volta a uma situação de instabilidade.
‘A alta do dólar em relação ao euro, juntamente com a desvalorização da moeda iraniana, inclui o preço do petróleo entre os fatores dessa situação. Este cenário evoca o risco de uma crise econômica e limita a capacidade da Europa de manter seu programa estratégico de defesa diante da atual guerra na Ucrânia.’
