Guerra entre Irã e EUA vai aumentar o preço da gasolina e do gás? Saiba o que a Petrobras disse

 

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A Petrobras informou que suas operações permanecem seguras e com custos competitivos, amparadas por rotas alternativas fora da área de conflito no Oriente Médio. Segundo a estatal, não há, no momento, risco de interrupção nas importações ou exportações de petróleo.

A principal rota marítima para a exportação do petróleo do Oriente Médio foi fechada pela Guarda Revolucionária do Irã.

O governo do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e ameaçou incendiar qualquer navio que tentar passar pelo canal. A ação ocorreu em resposta à morte do aiatolá Ali Khamenei.

A passagem é responsável pelo transporte de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo e serve de rota para navios que saem do Golfo Pérsico, com a produção de boa parte das exportações de Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque.

Fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters confirmaram que, antes do fechamento da passagem, a Guarda Revolucionária fez um ataque com drones a um petroleiro que passava pelo estreito.

Os preços do petróleo e do gás dispararam e as bolsas pelo mundo operaram em queda nessa segunda (2). O preço do barril de Brent chegou a subir quase 14%.

No Brasil, a Bolsa de Valores fechou o dia em alta de 0,28%, puxada pelos papéis da Petrobras. O dólar comercial fechou em alta de 0,62%, cotado a R$ 5,16.

Reação do conflito no Brasil

No momento, não há risco de interrupção nas importações ou exportações de petróleo da Petrobras

Pablo Porciuncula/AFP

O embaixador Celso Amorim, assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, afirmou que 'é preciso se preparar para o pior' no Oriente Médio. O diplomata explicou que o 'pior' seria o aumento das tensões, com grande potencial de alastramento do conflito para outros países da região. A fala foi à Globonews.

O ministro da Defesa, José Mucio, afirmou que as Forças Armadas Brasileiras acompanham a situação. Ele disse estar à disposição para possíveis missões de repatriação de brasileiros que estejam na zona de guerra.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, cem brasileiros vivem em Teerã e mais de sessenta mil em todo o Oriente Médio.

Nessa segunda (2), o ministro Mauro Vieira conversou com o embaixador brasileiro nos Emirados Árabes Unidos sobre a situação da região.

O chanceler destacou que o fechamento do espaço aéreo tem impacto direto para turistas brasileiros que visitam o país ou estão retidos nos aeroportos de Dubai e Abu Dhabi.

Em notas divulgadas pelo Itamaraty, o governo brasileiro tem condenado os ataques. Por outro lado, o presidente Lula não fez nenhuma menção em discursos ou redes sociais.

Nos bastidores, a avaliação dos diplomatas é de que o governo quer tornar a manifestação 'impessoal', pensando no ano eleitoral e nas relações com o presidente Donald Trump.

O governo brasileiro espera dos Estados Unidos a definição de uma data para visita de Lula a Washington.