Guarda Municipal armada terá monitoramento 24h em tempo real com câmera e GPS

 

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Os novos agentes armados da Guarda Municipal do Rio utilizarão câmeras corporais e serão monitorados em tempo real, 24h por dia, por GPS. Com início das atividades previsto para fevereiro, a atuação da nova divisão será acompanhada a partir de uma sala de monitoramento instalada no Centro de Operações e Resiliência (COR), onde o anúncio foi feito nesta quinta-feira. As imagens das câmeras de rua já existentes também poderão ser analisadas pelas equipes de supervisão da Força Municipal.

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Caso um agente saia do perímetro definido para sua atuação, um alerta será emitido após 15 minutos. Nessa situação, o supervisor poderá entrar em contato imediato com o agente e acionar a câmera corporal para verificação.

Supervisores poderão acompanhar em tempo real a ação dos agentes de rua

Nathan Martins / Agência O Globo

Além da localização, o GPS permitirá o controle dos horários de início e término do serviço e o cumprimento das missões diárias dos guardas. A comunicação com os agentes acontecerá via rádio.

A atuação da nova força ocorrerá em áreas com maior incidência de roubos e furtos a pedestres, definidas a partir de análises do setor de inteligência da corporação. Antes de cada turno, os agentes receberão um quadro de missão dirigida, que estabelece o tipo de patrulhamento, as rotas e a composição das equipes.

— O sistema organiza as missões de forma clara e objetiva, facilita a supervisão e garante transparência para a população, que saberá por que os agentes estão atuando em determinado local — disse o diretor-geral da Divisão de Elite da Guarda Municipal, Brenno Carnevale.

Alerta aos supervisores

Assim que uma ocorrência é iniciada, o sistema envia alertas imediatos aos supervisores operacionais. Ao final de cada turno, os agentes poderão registrar informações relacionadas a furtos e roubos, que servirão de base para relatórios encaminhados aos setores de inteligência e à Corregedoria.

Como funcionam os equipamentos

Câmera corporal — modo normal

As câmeras corporais farão gravação contínua e ininterrupta durante todo o turno, com conexão permanente. As imagens serão armazenadas por até 90 dias.

Câmera corporal — modo ocorrência

Em situações de ocorrência, a câmera poderá ser acionada pelo agente ou pela sala de monitoramento, com transmissão em tempo real e gravação em alta qualidade. Nesse modo, o material será armazenado por até 12 meses ou até o encerramento de eventual processo judicial.

Dispositivo de gestão e monitoramento operacional

O equipamento permitirá o monitoramento por GPS, o controle de início e término do serviço, o acesso ao quadro de missão dirigida, a comunicação via rádio, a ativação das câmeras em ocorrências, o registro de ocorrências e dados de inteligência, além da gestão de viaturas.

Entenda como vai funcionar a Divisão de Elite da GM-Rio

Primeiro diretor-geral: O delegado Brenno Carnevale, de 35 anos, assumiu o comando da Divisão de Elite e acompanha a preparação da tropa.

Efetivo inicial: As duas primeiras turmas contarão com 660 agentes, selecionados entre integrantes já da Guarda Municipal. A previsão é que estejam nas ruas até o carnaval de 2026, com atuação inicial no Centro e na Zona Sul.

Armamento: Serão usadas pistolas Glock, com quadro de reserva para manutenção e reposição. A arma de fogo poderá ser transportada para casa pelo agente, dependendo da base e de decisão pessoal.

Patrulhamento: O trabalho será feito em dupla, a pé, em motocicletas ou carros. O foco é no policiamento preventivo de roubo e furto em áreas urbanas, sem enfrentar diretamente organizações criminosas com fuzis.

Bases e turnos: Além do Centro e da Zona Sul, outras bases serão em Piedade, na Zona Norte, e Inhoaíba, na Zona Oeste. O efetivo será escalado conforme manchas criminais, usando jornada 12x36 e monitoramento por câmeras e GPS.

Câmeras corporais: Todos os agentes iniciarão suas atividades com câmera corporal em funcionamento. O uso de celular em serviço será restrito a situações emergenciais.

Integração com outros órgãos: Haverá diálogo contínuo com polícias Militar e Ministério Público para evitar sobreposição de atuação e conflitos de jurisdição.

Controle e disciplina: Existirão ouvidoria e corregedoria, protocolos de operação e canais de denúncia para evitar desvios de conduta.

Treinamento em direitos humanos: A formação será conduzida pela PRF e pela Senasp, incluindo disciplinas de direitos humanos aplicados à prática policial.

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*Sob supervisão de Leila Youssef