Guarda do Irã pede para civis deixarem áreas próximas onde estão forças americanas

 

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A Guarda Revolucionária do Irã pediu para os civis da região do Golfo deixarem as áreas onde estão estacionadas forças americanas, segundo informações divulgada pela agência de notícias semioficial Fars nesta sexta-feira (27).

Os EUA e Israel 'tentam usar pessoas inocentes como escudos humanos', disse a agência Fars.

'Já que somos obrigados a eliminar as forças terroristas americanas, recomendamos que você deixe urgentemente os locais onde as forças americanas estão estacionadas para que nenhum mal lhe aconteça'.

Os EUA possuem bases militares em todo o Oriente Médio, incluindo no Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. O Irã tem atacado principalmente os países do Golfo ao longo desta guerra, resultando, em raras ocasiões, em mortes.

No início deste mês, o Irã tentou atacar uma base conjunta dos EUA e do Reino Unido a mais de 3.200 quilômetros de sua costa, reacendendo as dúvidas sobre as capacidades militares de Teerã e o alcance de seus mísseis.

As forças armadas dos Estados Unidos dispararam mais de 850 mísseis de cruzeiro Tomahawk em quatro semanas de guerra com o Irã. O alto consumo dessas armas de precisão, que custam caro para o governo americano, alarmou alguns oficiais do Pentágono.

Segundo uma reportagem do jornal Washington Post, o caso vem gerando discussões internas sobre como disponibilizar mais unidades.

O Departamento de Defesa dos EUA e a Casa Branca não responderam.

Arábia Saudita pressiona EUA para intensificar ataques ao Irã, afirma jornal

O príncipe herdeiro e primeiro-ministro do Reino da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, e o presidente dos EUA, Donald Trump.

Brendan Smialowski / AFP

A Arábia Saudita reforçou aos Estados Unidos o desejo do país intensificar os ataques contra o Irã, ao mesmo tempo que ainda avalia se deve entrar no conflito. A informação foi divulgada pelo jornal The Guardian, citando fontes da inteligência saudita.

Essa autoridade confirmou a reportagem do New York Times que afirmava que o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, pediu a Donald Trump que não interrompesse sua guerra contra o Irã e que a campanha EUA-Israel representava uma 'oportunidade histórica' para remodelar o Oriente Médio.

A fonte de inteligência afirmou que Riad não estava apenas pedindo a continuidade da campanha militar, mas também sua intensificação.

Trump pareceu confirmar a informação sobre o papel do príncipe herdeiro, dizendo a jornalistas na terça-feira: 'Sim, ele é um guerreiro. Ele está lutando conosco'.

Até o momento, não há relatos de envolvimento militar ativo da Arábia Saudita na guerra que já dura quase quatro semanas.

A Arábia Saudita foi alvo de ataques de drones iranianos, como parte da resposta de Teerã ao ataque conjunto dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro. Um dos ataques, ocorrido há uma semana, atingiu uma refinaria de petróleo em Yanbu, na costa saudita do Mar Vermelho.