Um jovem de 16 anos foi morto em Bhopal, na Índia, depois de ser atraído para um local isolado, segundo a polícia.
Os investigadores afirmam que os suspeitos acreditavam que os testículos de um adolescente poderiam ser vendidos por 12 milhões de rúpias (cerca de R$ 650 mil, na cotação atual) após supostamente terem visto um vídeo no Instagram com a informação.
Dois homens foram presos e três menores de idade foram detidos pelo crime.
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O caso veio à tona depois que o corpo de Rehan foi encontrado em estado de decomposição, em 10 de agosto, com marcas de ferimentos provocados por objetos cortantes.
Segundo a polícia, os órgãos genitais do adolescente haviam sido removidos.
As autoridades identificaram Zoheb Khan, de 20 anos, estudante do segundo ano de Administração de Empresas como mandante do crime, segundo o The Times of India.
Aamir Qureshi, de 18 anos, também foi preso, e três menores foram detidos.
A faca supostamente usada no crime também foi apreendida.
Segundo a investigação, alguns dos suspeitos já conheciam o adolescente.
No dia 6 de agosto, dois menores teriam abordado Rehan em Iqbal Maidan e oferecido para ajudá-lo em uma suposta briga.
Outras duas tentativas haviam ocorrido anteriormente com outros adolescentes, sem sucesso.
A polícia afirma que o convite era apenas uma estratégia para levá-lo até uma área isolada.
Outros integrantes do grupo teriam se juntado ao caminho, enquanto Khan permanecia em contato com eles por telefone.
No local, Rehan teria sido atacado pelas costas e esfaqueado diversas vezes e golpeado com uma lâmina.
Depois da morte, os suspeitos teriam retirado seus testículos e colocado os órgãos em uma sacola plástica.
Suspeito teria se passado por médico
A investigação aponta que Khan teria convencido os demais de que os órgãos poderiam render uma fortuna.
Segundo a polícia, ele afirmou ter visto um vídeo no Instagram segundo o qual os testículos de um garoto de 15 ou 16 anos poderiam valer 1,2 crore de rúpias (R$ 650 mil).
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Para dar credibilidade à história, Khan teria se apresentado como médico, chegando a comprar um avental branco, um estetoscópio e um termômetro.
A polícia, no entanto, afirma que não encontrou evidências de que existisse um comprador disposto a pagar o valor mencionado ou de que houvesse uma rede organizada de tráfico de órgãos por trás do crime.
— Estamos investigando se realmente existia algum vídeo afirmando que testículos poderiam alcançar esse preço — disse um policial, segundo o Deccan Chronicle.
Após o assassinato, os suspeitos teriam mantido os órgãos em uma sacola plástica durante alguns dias enquanto tentavam encontrar alguém disposto a comprá-los.
Como não conseguiram, segundo a polícia, Khan teria orientado o grupo a jogá-los na água.
Mergulhadores foram mobilizados pelas autoridades para tentar localizar os órgãos no lago.
Corpo ficou cinco dias sem identificação
Quando o corpo foi encontrado, em 10 de agosto, a polícia inicialmente não sabia quem era a vítima.
Fotografias foram divulgadas nas redes sociais, e equipes fizeram buscas em bairros próximos e conversaram com moradores para tentar identificá-la.
Como a identificação não ocorreu inicialmente, o corpo foi enterrado.
Cinco dias depois, em 15 de agosto, uma mulher que procurava pelo filho desaparecido procurou a polícia e reconheceu Rehan, inclusive por uma tatuagem característica na mão.
A partir da identificação, os investigadores reconstruíram os últimos passos do adolescente e passaram a interrogar pessoas que haviam tido contato com ele antes do desaparecimento.
O trabalho levou aos cinco suspeitos e revelou a suposta motivação relacionada ao vídeo visto no Instagram.
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