Greve geral na Argentina provoca cancelamento de voos entre SP e Buenos Aires

 

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O painel de voos do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, indica cancelamentos de viagens como impacto da greve geral na Argentina. Ao todo, oito voos com destino a Buenos Aires, previstos entre esta manhã e as 22h20 desta quinta-feira (19), foram cancelados. Em relação às chegadas, 11 aeronaves que partiriam do país vizinho também não devem pousar até as 21h20.

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Argentina enfrenta greve geral no país contra reforma trabalhista enviada por governo Milei

A paralisação geral é contra uma reforma trabalhista enviada ao Congresso pelo presidente Javier Milei. A proposta já foi aprovada no Senado e começa a ser discutida hoje na Câmara dos Deputados.

A greve foi convocada pela maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho.

A expectativa do governo é que a proposta seja aprovada na Câmara até 1º de março.

Por causa da greve, dezenas de voos entre o Brasil e a Argentina programados para esta quinta (19) foram cancelados ou reprogramados.

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Com a adesão de pilotos, funcionários aeronáuticos e até de trabalhadores petroleiros que abastecem aviões, a Aerolíneas Argentinas anunciou o cancelamento de 255 voos, incluindo 21 entre o Brasil e cidades argentinas.

As companhias aéreas Gol, Latam Airlines e Jetsmart também anunciaram o cancelamento ou reprogramação dos voos entre Brasil e Argentina.

A greve geral impossibilitará todas operações aeroportuárias nas cidades de Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário.

Além da greve geral, também é esperada uma onda de protestos. Em resposta, o governo Milei determinou que a imprensa siga "medidas de segurança", o que é uma atitude incomum, e advertiu para situações de "risco" nos protestos esperados para os próximos dias.

Reforma trabalhista amplia jornada para até 12 horas e flexibiliza demissões

Bandeira da Argentina

PxHere

A reforma proposta pelo governo Milei já é considerada uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, ao revisar regras que, em sua maioria, remontam aos anos 1970.

O projeto flexibiliza contratos de trabalho, modifica regras de férias e jornada, facilita demissões e impõe limites em greves, com o objetivo de reduzir custos trabalhistas e estimular a formalização do emprego em um mercado onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade.

O texto amplia a jornada de trabalho de 8 para até 12 horas diárias, desde que respeitado o descanso mínimo, permitindo compensação conforme períodos de maior ou menor demanda, sem pagamento de horas extras.