Os ferroviários de São Paulo paralisam, nesta terça-feira (4), parcialmente a Linhas 11 (Coral) e 12 (Safira) e totalmente a Linha 13 (Jade).
A paralisação ocorre em protesto após as falhas apresentadas pela Trivia Trens, dias após a empresa assumir a concessão das linhas que eram da CPTM.
O trecho entre Estudantes e Guaianases, na Linha 11 (Coral), não está funcionando e os passageiros precisam optar por ônibus ou outros meios de transportes para fazer o trecho.
Já a parte entre Guaianases e Barra Funda está funcionando.
A Linha Safira só está funcionando entre as estações Brás e Engenheiro Goulart, tornando possível a ligação com a Linha 3 (Vermelha) do Metrô.
O restante da operação, entre as estações Calmon Viana e Engenheiro Goulart, está interrompido.
Já a Linha 13 (Jade) está completamente paralisada, incluindo o Expresso Aeroporto, que faz a ligação até o Aeroporto de Guarulhos.
Greve dos ferroviários: movimentação na estação Itaquera, que conecta a Linha 11 (Coral) da CPTM à Linha 3 (Vermelha) do Metrô, na manhã desta terça
Maria Isabel Oliveira/Agência O Globo
A região mais afetada pela greve é a Zona Leste da capital, além de municípios como Guarulhos, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Suzano e Poá.
O rodízio de veículos foi suspenso na capital.
Devido à paralisação, o governo de São Paulo adotou um plano de contingência, com a antecipação do horário de abertura das linhas 1 (Azul), 2 (Verde), 3 (Vermelha) e 15 (Prata) do Metrô para as 4h (o normal é 4h40) como parte do plano de contingência, e colocou mais trens em circulação.
Também foi acionada a Operação Paese, em que ônibus fazem o trajeto dos trechos de trem afetados.
A CPTM acionou a Justiça e o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2) determinou um contingente mínimo de operação durante a greve, com 80% do efetivo nos horários de pico (entre 4h e 10h e das 16h às 21h) e 60% nos demais horários.
A Linha Coral é a que mais transporta passageiros entre todos os ramais de trem de São Paulo, com uma média de mais de 600 mil passageiros por dia.
Greve após falhas em concessão
As decisão foi tomada em assembleia na noite de segunda-feira (3), como resposta ao fracasso nas negociações com a gestão estadual.
Durante a tarde, líderes da categoria se reuniram com o secretário de Transportes, o presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e outros representantes do governo paulista, mas as conversas terminaram sem consenso.
O principal entrave é a garantia de estabilidade empregatícia para os funcionários do Estado.
Os trabalhadores exigem um compromisso formal do Palácio dos Bandeirantes sobre o futuro da força de trabalho após a entrega da malha viária à Trivia Trens.
O protesto sindical ocorre em um momento de instabilidade na gestão das três rotas.
A concessionária Trivia Trens havia assumido o controle total do serviço nos últimos dias de julho.
No entanto, uma sequência de panes e transtornos aos usuários obrigou o governo a realizar uma intervenção.
Atualmente, a CPTM foi reconvocada para atuar em um regime de co-gestão emergencial por até 90 dias, numa tentativa de normalizar a circulação e auxiliar a empresa privada.
Apesar da interrupção nos ramais do leste da Grande São Paulo, o restante da malha sobre trilhos não aderiu ao movimento e opera com seu cronograma habitual.
