Gravidez de Maju Coutinho reacende uma dúvida: quando começar a planejar a maternidade? - QTU Questões do Universo

Gravidez de Maju Coutinho reacende uma dúvida: quando começar a planejar a maternidade?

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A gravidez de Maju Coutinho, aos 48 anos, chama atenção para uma questão que atravessa cada vez mais histórias de maternidade: o adiamento da decisão de ter filhos.
A jornalista espera o primeiro filho, Malik, fruto do casamento com o artista visual Agostinho Paulo Moura.
A notícia também abre espaço para discutir o que acontece com a fertilidade ao longo dos anos e quais cuidados podem ser considerados quando a gestação acontece em uma idade mais avançada.
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Embora a idade não determine sozinha como será uma gravidez, a passagem do tempo provoca mudanças na capacidade reprodutiva feminina.
A quantidade e a qualidade dos óvulos diminuem progressivamente, com uma redução mais acentuada a partir dos 30 anos.
Por isso, para mulheres que pretendem adiar a maternidade, o planejamento reprodutivo pode ajudar a entender as possibilidades antes da tentativa de engravidar.
Gravidez de Maju Coutinho aos 48 anos reacende debate sobre maternidade após os 35
Reprodução Instagram
O que é uma gravidez tardia?
Na medicina, a gestação a partir dos 35 anos costuma ser classificada como gravidez em idade materna avançada.
A definição está relacionada principalmente às mudanças que ocorrem no sistema reprodutivo feminino com o envelhecimento.
A decisão de ter filhos mais tarde pode estar ligada a diferentes momentos da vida.
Questões profissionais e financeiras, a busca por uma relação estável ou simplesmente o desejo de vivenciar a maternidade em outra fase estão entre os fatores que podem influenciar essa escolha.
O especialista em Reprodução Humana Alfonso Massaguer, diretor clínico da Clínica Mãe, ressalta que conhecer a própria fertilidade antes de tentar engravidar pode ser importante para quem pretende postergar a maternidade.
Quais cuidados merecem atenção?
Com o avanço da idade materna, alguns riscos associados à gestação podem aumentar.
Entre eles estão aborto espontâneo, alterações cromossômicas, parto prematuro e complicações relacionadas ao desenvolvimento fetal.
Isso, no entanto, não significa que uma mulher acima dos 35 anos necessariamente terá uma gestação de risco ou complicações.
O histórico clínico, as condições de saúde e o histórico reprodutivo de cada paciente também precisam ser considerados.
Por isso, o acompanhamento médico individualizado é importante desde o planejamento até o pré-natal.
E quando a gravidez fica para depois?
Para quem deseja ser mãe no futuro, mas ainda não pretende engravidar, a preservação da fertilidade é uma das possibilidades que podem ser discutidas com um especialista.
O congelamento de óvulos permite armazenar células reprodutivas obtidas em uma idade mais jovem para uma eventual tentativa de gravidez posteriormente.
Outra alternativa é o congelamento de embriões, que pode fazer sentido em determinados projetos reprodutivos.
A escolha entre as opções depende da situação de cada pessoa ou casal e deve levar em conta fatores como idade, histórico médico e planos para a maternidade.
"Casos de mulheres que se tornam mães em idades mais avançadas ajudam a colocar o planejamento reprodutivo em discussão.
O mais importante é que a mulher não espere o momento em que deseja engravidar para começar a conhecer sua fertilidade.
Quanto antes houver essa conversa com um especialista, maiores são as possibilidades de avaliar alternativas de acordo com o projeto de vida de cada paciente", afirma Massaguer.