'Grandes ideias nascem em livros', diz Paulo Werneck, idealizador de 'A Feira do Livro'

 

Fonte: Bandeira



A Feira do Livro, evento que ocorre anualmente na Praça Charles Miller, em São Paulo, terá sua quinta edição a partir da próxima semana, entre os dias 30 de maio e 7 de junho. Além da venda de livros por expositores – como livrarias, editoras e organizações –, serão nove dias de programação especial, com palcos que sediarão atividades e debates com autores.

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O evento ocorre desde 2022 e “toma conta” por alguns dias da praça localizada em frente ao Estádio do Pacaembu. Em entrevista ao Estúdio CBN desta sexta-feira (22), Paulo Werneck, diretor da revista Quatro cinco um e idealizador de A Feira do Livro, fala sobre o crescimento do encontro.

“Estamos em uma cidade grande. São Paulo tem uma das maiores populações de leitores do mundo e a cada mês inaugura uma livraria mais legal do que a outra. Acho que a tendência é crescermos mesmo. Estou achando até pouco”, brinca.

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A ideia da feira, como ele conta, surgiu a partir de inspirações em outras que também ocorrem nas ruas. É o caso da feira de Lisboa, com quase cem anos.

“As editoras colocam bancas na rua e ficam expondo seus livros por semanas. No Brasil, já tínhamos a Feira do Livro de Porto Alegre, que também é nesse modelo. É maravilhosa, todo gaúcho tem alguma memória de infância ali ou já a visitou. O legal mesmo é fazermos na rua, torná-la uma feira que está na cidade, ao lado de um patrimônio histórico como o Pacaembu. Nosso modelo é como se fosse uma feira de alimentos, de frutas e legumes, mas de livros”, conta.

Werneck também falou sobre a importância de iniciativas que fortaleçam a 'cultura do livro':

“As grandes ideias que a gente escuta, seja na mesa de bar ou na tese de doutorado, elas nascem em livros. O livro é o lugar de onde as ideias passam a se disseminar. Depois vão parar na TV, no rádio, no jornal, vão para todas as mídias. É curioso, achamos que o livro está morrendo, mas pelo contrário, ele tá mais forte do que nunca. O ‘Ainda Estou Aqui’ começou em um livro e em um festival literário. Quando perguntaram para Marcelo Rubens Paiva, em uma mesa, sobre os 50 anos do golpe militar e o pediram para falar sobre o seu pai, ele disse que, na verdade, deveria falar de sua mãe. 'Eu devia contar a história dela’. Ele teve a ideia no palco de um festival literário. Depois aquilo virou um livro. E depois o resto é história”, divide.

Ouça a entrevista: