Gracyanne Barbosa relata flacidez íntima após baixo percentual de gordura; entenda o que ocorre

Gracyanne Barbosa relata flacidez íntima após baixo percentual de gordura; entenda o que ocorre

 

Fonte: Bandeira



Conhecida há anos pela disciplina intensa com treinos e alimentação, Gracyanne Barbosa voltou a falar abertamente sobre os impactos físicos de manter um percentual de gordura extremamente baixo. Em vídeo publicado nas redes sociais, a influenciadora comentou uma mudança pouco discutida fora dos consultórios médicos: a perda de volume e firmeza na região íntima após processos de emagrecimento e definição corporal mais acentuados.

Gretchen revela cirurgia íntima e fala sobre autoestima: 'Não se refere só ao corpo e rosto'

De bariátrica a cirurgia íntima: Maiara fala sobre transformação, e especialista comenta os bastidores da mudança

"Quando você treina muito, tem um percentual de gordura muito baixo, o corpo muda e a região íntima também muda. Com o tempo eu comecei a perceber flacidez na região íntima, mudança na textura da pele e isso impacta muito a autoestima da mulher. Não é só estética, é sobre se sentir segura com o próprio corpo", declarou.

A fala rapidamente repercutiu nas redes por abordar um tema ainda tratado com certo constrangimento, embora seja relativamente comum entre mulheres que passam por mudanças corporais significativas, seja por perda de peso, envelhecimento ou alterações hormonais. Segundo especialistas, a redução de gordura corporal pode afetar também a estrutura da vulva, especialmente a região dos grandes lábios, responsável por proteção, sustentação e volume local.

"A perda de peso pode provocar uma redução generalizada da gordura corporal, inclusive da camada de gordura que dá sustentação e volume à região da vulva, principalmente nos grandes lábios", explica a ginecologista Patricia Magier.

De acordo com a médica, o esvaziamento dessa área pode alterar não apenas o contorno da região íntima, mas também a textura e a firmeza da pele.

"Quando há perda abrupta desse tecido, ocorre um 'esvaziamento' da área, com redução do volume e da sustentação, o que pode deixar os grandes lábios mais flácidos, evidenciando os pequenos lábios e mudando o contorno da vulva", pontua. "Esse aspecto mais ‘murcho’, com perda também da firmeza, remete ao envelhecimento tecidual, semelhante ao que ocorre no rosto ou nas mãos com o passar do tempo", acrescenta.

Embora o tema tenha voltado ao debate a partir do relato de Gracyanne, especialistas observam que a queixa não está necessariamente ligada apenas ao emagrecimento extremo. O avanço da idade também influencia diretamente a perda de colágeno e de volume na região íntima, processo que costuma começar por volta dos 30 anos.

"Isso começa a ocorrer por volta dos 30 anos, quando a diminuição de colágeno se inicia", detalha o ginecologista Igor Padovesi, reconhecido internacionalmente por sua atuação na área de cirurgias íntimas.

Segundo o médico, o desconforto provocado pela alteração vai além da aparência. "Essa redução do volume é acompanhada por um acúmulo de pele, com dobras na região íntima que podem gerar um incômodo no dia a dia quando a mulher usa roupa apertada ou calcinha de renda, por exemplo. Muitas vezes ela precisa ajeitar os lábios porque as dobras incomodam. Além disso, podem surgir assaduras, principalmente em quem pratica atividade física", observa.

Gracyanne Barbosa relatou flacidez na região íntima após perda de gordura corporal

Reprodução Instagram

Padovesi esclarece ainda que muitas pacientes acreditam que houve aumento dos pequenos lábios, quando, na realidade, ocorre uma perda de sustentação dos grandes lábios. "Na verdade, o que acontece é que os grandes lábios, que antes recobriam os pequenos, perdem volume, deixando os pequenos lábios mais proeminentes. Com isso, a mulher pode passar a se incomodar mais com a região", afirma.

Entre os tratamentos disponíveis para restaurar volume e melhorar a flacidez estão procedimentos com ácido hialurônico, lipoenxertia e cirurgias reparadoras. "Para preencher, podemos usar ácido hialurônico, que tem a vantagem de ser feito em consultório e ter custo menor, mas precisa ser repetido uma vez por ano. A alternativa é a lipoenxertia, que usa a gordura retirada da própria paciente por meio da lipoaspiração, por exemplo, para preencher", destaca.

Ele ressalta, porém, que a indicação varia de acordo com cada caso. "Quando há excesso de pele, o preenchimento pode não oferecer um resultado natural", conclui. Nessas situações, procedimentos cirúrgicos menos invasivos podem ser considerados para melhorar o desconforto e restaurar a sustentação da região.