A virada é obra da sociedade, que se mobilizou para impedir a volta dos Bolsonaro, afirma o cientista político A virada de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), neste domingo 25, foi uma vitória da sociedade, que reagiu nas ruas e nas redes sociais após o resultado do primeiro turno.
A avaliação é do cientista político e professor da UFRJ Josué Medeiros, para quem o triunfo também torna o petista um contraponto a um Congresso Nacional ainda mais à direita a partir do ano que vem. “Não por acaso tivemos uma redução drástica da abstenção, porque as pessoas se mobilizaram para impedir o retorno da família Bolsonaro”, disse Medeiros a CartaCapital. “Há uma segunda questão: o antibolsonarismo hoje é maior do que o antipetismo.”
O segundo turno registrou uma abstenção de 19%, uma queda em relação ao índice do primeiro turno, de 21,08%. O triunfo se torna ainda mais relevante diante do resultado do PL no primeiro turno: o partido do clã Bolsonaro iniciará 2027 com 121 deputados federais e 21 senadores.
Além disso, Lula indicará pelo menos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal — tarefa que caberia a Flávio se o presidente não virasse a eleição. “O primeiro turno foi sobre Lula, por isso o PL foi vencedor.
E o segundo turno foi sobre Bolsonaro, por isso Lula foi vencedor”, analisa Medeiros. “Sempre falamos na ciência política que o Legislativo é um freio para o Executivo, mas o que teremos no Brasil nos próximos quatro anos é o contrário: o Executivo como um freio para o Legislativo.”
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