Governo vê PIB acima do esperado no 1º trimestre, mas projeta desaceleração da economia nos próximos meses

Governo vê PIB acima do esperado no 1º trimestre, mas projeta desaceleração da economia nos próximos meses

 

Fonte: Bandeira



O Ministério da Fazenda afirmou nesta sexta-feira que o crescimento de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) foi acima do projetado pelo governo, que prevê uma desaceleração do ritmo de expansão da atividade econômica nos próximos trimestres.

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De janeiro a março, o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos na economia brasileira, registrou uma alta de 1,1% , após encerrar o ano passado com o crescimento acumulado de 2,3%, informou o IBGE nesta sexta-feira.

Em nota, a Secretaria de Políticas Econômicas (SPE), do Ministério da Fazenda, disse que o crescimento ficou “marginalmente acima” das projeções. A surpresa, de acordo com a avaliação da pasta, se deu pelo desempenho da indústria nos primeiros meses do ano.

“A composição, contudo, se deslocou em relação ao previsto: a indústria surpreendeu positivamente, ao passo que os serviços e a agropecuária ficaram levemente abaixo do esperado”, diz a nota.

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No entanto, a equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva espera uma desaceleração do ritmo de crescimento nos terceiro e quarto trimestre do ano, devido a “dissipação do efeito de políticas públicas”.

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Este efeito deve ser atenuado por uma redução no custo de crédito, segundo a SPE. Nos últimos meses, o governo acelerou o anúncio de medidas com um pacote de políticas voltadas para o crédito, como o Desenrola Brasil, e linhas de financiamento mais baratas.

A retomada do ritmo da economia só deve acontecer no último trimestre, segundo as projeções da Fazenda, que seguem com a estimativa de crescimento do PIB 2,3% em 2026.

“No quarto trimestre é esperado uma retomada à medida que a indústria manufatureira ganhe tração em resposta à flexibilização monetária em curso. A SPE segue projetando crescimento de 2,3% para o PIB de 2026, sustentado pela expansão da indústria e dos serviços, a despeito da desaceleração esperada da agropecuária”.