Governo Trump elimina proteção para espécies ameaçadas de extinção, e mortes decorrentes de riscos previsíveis ficarão isentas; entenda

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

As mortes acidentais de animais protegidos deixarão de ser consideradas ilegais nos Estados Unidos, segundo um memorando do governo Trump confirmado pela AFP nesta quinta-feira (17). Críticos consideram a decisão uma tentativa de reinterpretar de maneira fundamental a Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção. Entenda: Briga generalizada em cruzeiro termina com 13 passageiros investigados na Itália Vídeo: Fogos de artifício atingem praça lotada e deixam quatro feridos durante festa no México Pela nova diretriz, mortes decorrentes de riscos previsíveis de atividades como a pesca comercial ou a exploração madeireira ficarão isentas da lei. O memorando de 14 de setembro, publicado na internet pela organização sem fins lucrativos Center for Biological Diversity, redefine o termo usado para perseguir, matar ou capturar uma espécie, limitando-o a condutas "intencionalmente dirigidas contra um ou mais animais específicos". "Uma embarcação que atinge inadvertidamente uma baleia não a 'capturou' (taken), porque a rota da embarcação não foi traçada contra a baleia", afirma o documento. "Derrubar uma árvore não constitui uma 'captura ou morte' (take) dos morcegos que fazem ninho nela, a menos que a árvore seja derrubada com o objetivo de matá-los ou capturá-los", acrescenta. O documento foi assinado por Brian Nesvik, diretor do Serviço de Pesca e Vida Silvestre, subordinado ao Departamento do Interior, que confirmou à AFP a autenticidade do memorando.

Grupos conservacionistas reagiram com consternação e argumentaram que a maioria das ameaças às espécies em risco de extinção não decorre da caça direta, mas de atividades autorizadas pelo governo federal. — Essas mudanças alteram o equilíbrio da Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção entre a atividade econômica e as proteções necessárias, levando as espécies à beira da extinção —afirmou Beth Lowell, vice-presidente da Oceana. A organização destacou entre as espécies ameaçadas pelas mudanças a baleia-franca-do-atlântico-norte. Restam cerca de 380 exemplares, e as principais causas de sua mortalidade são o emaranhamento em equipamentos de pesca e as colisões com embarcações.

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