Em resposta aos questionamentos de cerca de 30 parlamentares democratas e do senador independente Bernie Sanders, o governo Trump respondeu defendeu um 'processo eleitoral livre e justo' nas eleições brasileiras. Apesar disso, o Departamento de Estado americano não respondeu a pergunta dos congressistas se o governo americano iria reconhecer o resultado das eleições. A carta foi direcionada para o secretário de Estado, Marco Rubio, porém não foi respondida diretamente por ele, e sim por Katherine Bowles, sub-secretária para Assuntos Legislativos do Departamento de Estado. 'Os Estados Unidos apoiam o direito do povo brasileiro a um processo eleitoral livre e justo. Continuaremos a dialogar com o povo brasileiro, o setor privado e o governo eleito para promover a segurança, o comércio recíproco, os investimentos e a prosperidade em ambos os países', diz a resposta. Também é dito pelo governo Trump que mantém diálogo com governos e a sociedade de 'todo o Hemisfério Ocidental sobre governança democrática, independência do poder judiciário e integridade eleitoral'. A resposta foi divulgada nessa quinta-feira (15) após o questionamento inicial pela carta dos 30 parlamentares em 24 de setembro, próximo ao primeiro turno. Eles faziam dois questionamentos finais, sendo o principal era pedindo uma resposta clara se a administração Trump iria aceitar o resultado do processo eleitoral brasileiro. Presidentes Donald Trump e Lula em encontro na Casa Branca, em maio de 2026 Divulgação/Lula A resposta do Departamento de Estado também abordou outros temas, como a Lei Magnistky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. Segundo o texto, o governo americano destacou que a ação tinha como base evidências de violações de direitos humanos. Eles também reforçam que Moraes teria abusado da 'sua posição ao autorizar prisões preventivas injustas e minar a liberdade de expressão'. Bowles escreve que ele fez uma ação direcionada politicamente para 'silenciar críticos políticos' e também 'banir contas de indivíduos por publicarem manifestações protegidas'. Apesar disso, o ministro e sua esposa foram retirados da lista de sanções em dezembro do último ano, após reunião entre Lula e Trump. O texto do governo Trump também abordou a decisão de colocar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas, dizendo que os grupos são violentos e que suas redes de crime atingem diretamente os EUA. 'Essa designação se baseou na ameaça que tais organizações representam para a segurança dos Estados Unidos e da região'. Além dessa carta, senadores democratas mandaram uma outra alguns dias depois questionando pontos similares para o governo americano, entre eles comentando sobre se o resultado das eleições será aceitado e buscando compreender as pressões americanas nas eleições brasileiras. Trump diz que 2° turno das eleições no Brasil será 'acirrado' Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante comício no Texas. MANDEL NGAN/AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o segundo turno das eleições no Brasil deve ser muito "acirrado". Questionado sobre o desempenho de Flávio Bolsonaro, o presidente classificou o momento como uma grande vitória. As declarações ocorreram em frente à Casa Branca nesta segunda-feira (5), antes do republicano partir para um compromisso político no estado de Nebraska. Trump disse ainda estar surpreso com resultado, mas evitou entrar em mais detalhes sobre a disputa polarizada nas eleições brasileiras. Nos dias anteriores ao pleito, o republicano não respondeu se apoiaria o filho de Jair Bolsonaro. Na sexta-feira (2), o presidente americano afirmou estar de olho em tudo e que iria observar de muito perto a eleição do Brasil. Nesta segunda-feira, Marco Rubio também se pronunciou. O secretário de Estado do país disse que "todos esperavam" que o embate entre Flávio e Lula fosse até o segundo turno e pontuou, ainda, que o governo americano permanecerá acompanhando a disputa. Trump também elogiou a rapidez da apuração no pleito brasileiro e utilizou a eficácia na divulgação dos resultados para criticar as eleições internas nos Estados Unidos, ao citar uma demora na contagem de votos em cidades democratas. O posicionamento do republicano pode ser interpretado como parte da campanha de pressão rumo aos midterms. Nas eleições de meio de mandato no país norte-americano, o partido dele, Republicanos, busca manter o controle do Congresso. O pleito está marcado para 3 de novembro.
Governo Trump diz que brasileiros tem direito a eleição 'justa', mas não responde se vai reconhecer resultado
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