Governo Trump ameaça punição ao Brasil com taxa ao açúcar mais cara se não apresentar 'proposta satisfatória'

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Fonte da notícia: CBN CBN

O governo dos Estados Unidos fez uma nova ameaça a economia brasileira. O subsecretário de Agricultura dos Estados Unidos, Stephen Vaden, declarou que se o Brasil não fizesse 'propostas comerciais satisfatórias' iria reter e distribuir uma parcela das cerca de 56 mil toneladas da cota de açúcar destinada ao país. Vaden fez a afirmação em um simpósio da American Sugar Alliance na última semana. Segundo o Departamento de Agricultura americano, o Brasil deve realizar a exportação de 35,7 milhões de toneladas de açúcar até o final do ano, com apenas 156 mil destinados aos EUA. O problema é que a ameaça americana pode gerar problema nos preços. Todo ano, os Estados Unidos fazem uma cota de 1,1 milhão de toneladas para importação por causa de um acordo com a OMC. Com isso, todo esse volume que entra paga uma tarifa bem menor, enquanto o resto possui um valor de entrada já com pagamento de quase US$ 340 a cada tonelada. Dentro da cota, são cobrados US$ 14,60 por tonelada. Dessa forma, caso a proposta do governo Trump avance, os produtos brasileiros pagariam mais caro para entrar dentro do mercado americano.

Além disso, os EUA ainda anunciaram recentemente que iriam reduzir a parcela de importação do Brasil, passando de 155,9 mil toneladas para 100 mil. O caso ocorre em meio a pressão da indústria de açúcar nos Estados Unidos para maior restrição aos produtos internos, aumentando impostos para produtos importados. Lula chama Trump de 'amigo' e diz que enviará dados do desmatamento para tentar reverter tarifaço Presidentes do Brasil, Lula, e dos EUA, Donald Trump Alan Santos/PR e Gustavo Moreno/STF O presidente Lula chamou o americano Donald Trump de “meu amigo” ao criticar o tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Em evento em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, Lula disse que vai enviar números positivos do combate ao desmatamento para que o presidente americano mude de ideia sobre as taxas aplicadas em produtos exportados pelo Brasil. "Eu fiz questão de tirar a fotografia dos números, porque, como os Estados Unidos, nesse novo tarifaço que ele fez para o Brasil, um dos motivos era que a gente não cuidava do desmatamento, eu quero preparar os números e mandar para o meu amigo Trump, para ele saber que quem informou ele não informou sobre a verdade." Uma das justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para as novas tarifas é o desmatamento ilegal no Brasil. Na sexta-feira (7), em uma agenda também em São Paulo, Lula voltou a criticar o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, horas após o Senado americano aprovar o nome de Daniel Perez para o cargo de embaixador no Brasil. O presidente afirmou que Rubio não gosta do Brasil e o chamou de 'latino-americano frustrado'. Na agenda desse sábado, Lula foi acompanhado por Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, e das candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet.

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