Governo Lula lamenta mortes na fronteira entre Colômbia e Equador e oferece apoio ao diálogo entre os dois países

 

Fonte:


O governo brasileiro manifestou “grave preocupação” com relatos de mortes ainda sem esclarecimento na região de fronteira entre Colômbia e Equador, após a descoberta de dezenas de vítimas em meio a uma escalada de tensão entre os dois países. Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o Brasil lamentou a perda de vidas humanas e pediu moderação às partes envolvidas.

“Ao lamentar a perda de vidas humanas, o Governo brasileiro insta as partes envolvidas à moderação, com vistas a buscar solução pacífica para a controvérsia”, afirma o comunicado.

Na mesma nota, o Itamaraty sinalizou disposição para atuar diplomaticamente e afirmou que está disponível para apoiar iniciativas de diálogo. “O Brasil coloca-se à disposição para apoiar esforços de diálogo, com vistas à preservação da paz e da segurança na região”, diz um trecho da nota.

A reação brasileira ocorre depois que o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que 27 corpos carbonizados foram encontrados na zona de fronteira e sugeriu que o episódio possa estar ligado a bombardeios que teriam partido do lado equatoriano. O governo colombiano sustenta que grupos armados ilegais não possuem aeronaves capazes de realizar esse tipo de ataque, o que levantou suspeitas sobre uma possível operação militar vinda do país vizinho.

O governo do Equador, comandado por Daniel Noboa, rejeitou as acusações e afirmou que suas operações militares têm como alvo grupos ligados ao narcotráfico e são conduzidas exclusivamente dentro do território equatoriano. O episódio agravou uma crise diplomática que já vinha se intensificando entre os dois países, marcada por divergências sobre segurança na fronteira e pelo avanço de organizações criminosas na região amazônica.

A situação preocupa o governo brasileiro. Segundo interlocutores, é evitar novo foco de instabilidade na América do Sul.