Governo Lula e GDF articulam operação com FGC para socorrer o BRB sem aval da União
Em um encontro de conciliação entre o Governo Federal e o Governo do Distrito Federal, no Supremo Tribunal Federal (STF), para buscar uma solução para a crise no Banco de Brasília, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que um acordo de socorro ao banco pode ser fechado caso a instituição realize uma operação inicial de crédito junto ao FGC, com garantia de um sindicato de bancos e contragarantia do GDF, sem aval da União.
O valor da operação não foi revelado. Segundo o ministro, concluída essa negociação, o governo federal pretende flexibilizar as regras do Banco Central do Brasil sobre a Capacidade de Pagamento (Capag) do DF, que hoje tem capag C e não pode ter garantia do Tesouro Nacional para o emprestimo de 6,6 bilhões de reais para salvar o banco. A regra do BC é que o ente federativo precisa ter classificação Capag A ou B. Segundo o Ministro Dario Durigan, afirmou que pediu ao ministro Luiz Fux, que recursos vindos de investigações do banco Master , entrem no cofre do GDF e BRB.
“Além disso, também assumimos o compromisso, a pedido da governadora do DF e com total concordância minha, de solicitar ao ministro Luiz Fux que eventuais recursos recuperados nas investigações sobre os atos ilícitos que deram origem a esse problema sejam destinados à recomposição dos cofres do GDF e do próprio BRB", disse Durigan.
Flávio José Roman afirmou, após a reunião desta terça-feira no Supremo Tribunal Federal, que o fato de as partes estarem em negociação não significa que o governo federal tenha dado aval para cobrir as pendências do empréstimo.
“Reafirmo aqui o firme compromisso do Governo Federal com as especificidades desse acordo que está começando a ser desenhado. Trata-se de uma solução que não envolve aval da União para as operações de crédito que poderão ser contratadas pelo Governo do Distrito Federal para a capitalização do BRB, mas que, se Deus quiser, vão encontrar um bom encaminhamento e uma boa solução", disse.
A governadora Celina Leão disse ter certeza que todas as pessoas que fizeram mal aos BRB serão punidas e agradeceu o apoio ao banco. Uma nova audiência foi marcada para 28 de maio de 2026 para apresentação da proposta definitiva. Procurado, o FGC não respondeu aos questionamentos da CBN até o momento. O BRB estebeleceu até dia 29 de maio, próxima sexta-feira, entregar os balanços do banco e fazer a capitalização, mas o prazo pode mudar a depender do que focar decidido na quinta-feira.
