Governo irá anunciar medidas para aliviar alta do querosene de aviação, diz novo ministro de Portos e Aeroportos
O novo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé França, disse nesta quarta-feira que governo anunciará nos próximos dias um pacote de medidas para aliviar o aumento do custo do querosene de aviação das companhias áreas, devido ao impacto da guerra no Oriente Médio.
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Segundo o ministro, entre as medidas estão a prorrogação do pagamento de tarifas, linha de financiamento e questões tributárias.
– O Ministério da Fazenda está conduzindo esse processo. Haverá medidas mitigadoras para que não haja um impacto maior no preço da tarifa da aviação – disse. – Haverá um conjunto de medidas que serão apresentadas pelo ministro Dario (Durigan, da Fazenda) que vao mitigar o impacto dessa questão geopolítica na aviação brasileira.
França substitui Silvio Costa Filho, que se deixou do cargo para disputar eleições. O ministro afirmou ainda que o governo está em diálogo com a Petrobras sobre a composição do preço do combustível, mas que a companhia tem ações na bolsa e também não pode ser prejudicada.
A Petrobras reajustou o preço do querosene de aviação (QAV). O reajuste foi informado às distribuidoras nesta quarta-feira. A alta chega a 56,3%. É o caso de Ipojuca (PE), cujo valor por litro passou de R$ 3,46 para R$ 5,4. A menor alta foi de 52%, em Canoas (RS).
A informação foi publicada no site da Petrobras. O reajuste varia de acordo com o polo de venda e a modalidade de contrato. A média nas 13 praças onde a estatal comercializa o produto foi uma alta foi de 54,6% por litro.
O reajuste desta quarta-feira é o terceiro do ano. Na média, o diesel vendido pela Petrobras já subiu 62% desde janeiro. O maior reajuste no ano foi de 64%.
Veja, abaixo, a alta por cada praça:
Belém (PA): de R$ 3,5 para R$ 5,5
São Luís (MA): de R$ 3,4 para R$ 5,8
Fortaleza (CE): de R$ 3,5 para R$ 5,5
Ipojuca (PE), na modalidade de venda ETM: de R$ 3,5 para R$ 5,4
Ipojuca (PE), na modalidade de venda LPA: de R$ 3,5 para R$ 5,5
Betim (MG), na modalidade de venda LPA: de R$ 3,6 para R$ 5,6
Betim (MG), na modalidade de venda LPT: de R$ 3,6 para R$ 5,6
Duque de Caxias (RJ): de R$ 3,6 para R$ 5,5
Paulínia (SP), na modalidade de venda EXA: de R$ 3,6 para R$ 5,6
Paulínia (SP), na modalidade de venda LPA: de R$ 3,6 para R$ 5,6
Guarulhos (SP), na modalidade de venda LPA: de R$ 3,6 para R$ 5,6
Guarulhos (SP), na modalidade de venda LCT: de R$ 3,6 para R$ 5,6
Araucária (PR): de R$ 3,6 para R$ 5,6
Canoas (RS): de R$ 3,7 para R$ 5,7
De acordo com um executivo do setor de distribuição que não quis se identificar, a Petrobras teria indicado um aumento de 55% para o mês de abril às distribuidoras.
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O governo acompanha atentamente as variações dos combustíveis. Com a guerra no Irã, o barril do petróleo passou de US$ 100. No Brasil, o preço já teve reflexo sobre o diesel e o QAV. A gasolina não foi reajustada.
No caso do diesel, o governo federal zerou os tributos PIS/Cofins e vai publicar uma Medida Provisória (MP) com subvenção ao combustível — União e estados vão dividir o ônus. A preocupação é com os caminhoneiros e com o impacto no preço dos alimentos — como muitas hortaliças e grãos são transportados de caminhão, qualquer alta do diesel acaba afetando indiretamente o preço da comida.
No caso do QAV, o governo estuda zerar o IOF sobre empresas aéreas e reduzir alíquotas de PIS e Cofins do combustível, para evitar alta das passagens. A estimativa é que o QAV mais caro possa elevar em 20% o valos dos bilhetes, num momento em que o país bate recorde de passageiros.
