Governo inicia ano pressionado com aprovação de MPs e análise de vetos no Congresso
O governo Lula já inicia o ano pressionado no Congresso Nacional, precisando da aprovação de medidas provisórias importantes que podem perder a validade. A articulação política, que enfrentou dificuldades nos últimos meses de 2025, já começa 2026 forçada a entregar resultados. Uma das primeiras ações é garantir a aprovação da MP do Gás do Povo, uma das principais apostas do governo para o ano eleitoral.
O programa social, que distribui botijões de gás para famílias de baixa renda, foi lançado em 2025, por meio de uma MP que perde a validade já no dia 11 de fevereiro. O Congresso retoma as atividades no dia 2, deixando o governo praticamente com prazo de apenas uma semana para aprovar a medida. Apesar do prazo apertado, o tema é popular e deve receber o apoio necessário.
Em meio ao debate sobre as MPs, o governo se mantém alerta ainda aos vetos presidenciais. O Congresso Nacional já acumula na pauta 70 vetos para analisar na volta dos trabalhos do legislativo, a partir de fevereiro. Um dos mais recentes é o veto do PL da dosimetria, que reduz a pena dos ex-presidente Jair Bolsonaro e dos demais envolvidos na trama golpista. A expectativa é que esse tema, ao contrário da MP do Gás, seja derrubado.
O cientista político Melillo Diniz avalia que em 2026, ano eleitoral, o governo vai precisar negociar ponto a ponto as propostas em debate, já que não consegue formar uma base mais sólida, e para garantir a aprovação de medidas vai liberar dinheiro de emendas aos aliados.
Além do veto ao PL da dosimetria, o Congresso vai analisar também os vetos de Lula à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que aumentaria o fundo partidário, outro sobre o aumento no número de deputados federais e o que barra a unificação do limite de idade de 35 anos para o ingresso nas policiais militares.
