Governo estudou dinâmicas de outras reuniões de Trump com presidentes para evitar hostilidade contra Lula
Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estudaram as dinâmicas de reuniões de Donald Trump com outros chefes de Estado para evitar que houvesse alguma hostilidade durante o encontro de quinta-feira na Casa Branca.
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Foram analisados por integrantes do governo brasileiros as conversas com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em fevereiro de 2025, e o presidente da África do Sul,Cyril Ramaphosa, em maio do mesmo ano.
No caso do ucraniano, Trump acusou o governo de Kiev de "jogar com a Terceira Guerra Mundial" e Zelensky foi praticamente expulso da Casa Branca. A avaliação dos brasileiros foi que a discussão escalou depois que Zelensky se voltou ao vice-presidente dos EUA, J.D. Vance. Trump então levantou a voz.
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Na reunião com Lula, Vance fez apenas uma intervenção no início e depois se limitou a acompanhar as conversas.
O bate-boca com Zelensky aconteceu com a presença de jornalistas no salão oval da Casa Branca, momento que não ocorreu no encontro entre Lula e Trump. O governo brasileiro pediu que os repórteres não entrassem no local antes da reunião começar, como é comum. A alegação era que antes das discussões acontecerem não haveria o que anunciar para a imprensa e a presença dos jornalistas atrasaria as negociações.
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De acordo com integrantes do governo brasileiro, havia a expectativa que os jornalistas tivessem acesso ao salão oval depois da reunião e antes de Lula e a comitiva brasileira seguirem para o almoço oferecido pelo presidente americano. Isso não teria acontecido por decisão da equipe de Trump.
No caso de do presidente da África do Sul, Trump preparou o que o governo brasileiro considerou uma emboscada para Cyril Ramaphosa, ao usar um vídeo para dizer que haveria um “genocídio branco” no país. Houve uma discussão áspera e o americano também menosprezou Ramaphosa, que lutou contra as políticas racistas do apartheid.
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O governo brasileiro entendia agora que Trump não teria um comportamento desse tipo por causa do tom amistoso que vinha adotando nas conversas com Lula. Em ligação na semana passada, o presidente americano chegou a dizer “I love you” para o brasileiro.
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