Governo do RJ suspende subsecretário e superintendente investigados pela PF no caso Refit

Governo do RJ suspende subsecretário e superintendente investigados pela PF no caso Refit

 

Fonte: Bandeira



O governo do RJ suspendeu dois nomes do alto escalão da Secretaria estadual de Fazenda investigados pela Polícia Federal na Operação Sem Refino, a mesma que teve como alvo o ex-governador Claudio Castro, do PL. O corregedor-chefe da Corregedoria Tributária de Controle Externo da Sefaz determinou o afastamento cautelar do ex-subsecretário de Receita Adilson Zegur e de Jose Eduardo Lopes Teixeira Filho, citados nas investigações da PF sobre um suposto esquema bilionário ligado ao Grupo Refit. A decisão sobre foi publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (22).

Segundo a investigação da Polícia Federal, Adilson Zegur atuava dentro da Secretaria de Fazenda para favorecer interesses do Grupo Refit, monitorando e dificultando a atuação de empresas concorrentes no setor de combustíveis, além de manter contato com operadores do esquema.

Já Jose Eduardo Lopes Teixeira Filho é apontado como um elo operacional entre a Refit e agentes públicos, acompanhando processos fiscais e articulando demandas administrativas de interesse do conglomerado investigado.

Segundo levantamento da CBN no sistema do governo estadual, Adilson Zegur recebia salário bruto de R$ 95.369,04. Já Jose Eduardo Lopes Teixeira Filho ocupava o cargo de superintendente e tinha rendimentos de R$ 61.008,31.

Apesar da suspensão, eles continuam recebendo salário enquanto as investigações da Secretaria de Fazenda estão em andamento. O texto cita a “gravidade dos fatos” apontados em decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, relacionada ao inquérito da PF.

A Operação Sem Refino investiga um suposto esquema bilionário de fraude fiscal, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e evasão de divisas ligado ao Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Entre os alvos estão empresários, ex-integrantes da cúpula do governo do Rio, policiais e um desembargador do Tribunal de Justiça.

Além de Zegur, a operação também teve como alvo Cláudio Castro. Agentes da PF cumpriram mandado de busca e apreensão na casa dele, na Barra da Tijuca. As investigações miram ainda o empresário Ricardo Magro, apontado pela PF como um dos maiores devedores de impostos do país.

Segundo a Polícia Federal, a refinaria operaria como uma “refinaria fantasma”, simulando atividades de refino para reduzir a carga tributária sobre combustíveis importados. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros das empresas investigadas.

A CBN tenta contato com a defesa d Adilson Zegur e Jose Eduardo Lopes Teixeira Filho.