Governo do Pará e Petrobras preveem capacitar 30 mil pessoas para cadeia de petróleo e gás
O Governo do Pará e a Petrobras avançaram nas negociações para firmar um acordo de cooperação técnica voltado à qualificação profissional de trabalhadores paraenses para a cadeia produtiva de petróleo e gás da Margem Equatorial. A reunião ocorreu na terça-feira (26), na sede da Petrobras, em Brasília, com participação de representantes da estatal, da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) e do senador Beto Faro.
A proposta prevê a qualificação de 30 mil trabalhadores entre 2027 e 2030, com foco em atender às futuras demandas da indústria petrolífera na região Norte. O planejamento estima investimentos superiores a R$ 83,6 milhões para execução das ações de capacitação e adesão técnica dos municípios envolvidos.
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Segundo o governo estadual, a iniciativa busca preparar mão de obra local para as oportunidades econômicas relacionadas aos investimentos previstos para a Margem Equatorial, área que envolve o Pará e outros estados brasileiros.
A governadora Hana Ghassan afirmou que o objetivo é garantir que os trabalhadores paraenses sejam beneficiados pelas vagas geradas no setor. “Estamos trabalhando para que o Estado seja protagonista não apenas na exploração econômica da Margem Equatorial, mas principalmente na geração de oportunidades para a nossa população”, declarou.
Programa de qualificação
Durante o encontro, foi discutida a estruturação do Programa de Emprego e Trabalho Regional Unificado e Sustentável (Petrus), desenvolvido pela Seaster. O programa prevê cursos presenciais e remotos voltados às necessidades técnicas e operacionais da cadeia produtiva do petróleo e gás.
A proposta prioriza pessoas em situação de vulnerabilidade social e moradores de municípios impactados direta ou indiretamente pelos investimentos da Margem Equatorial. Entre os públicos prioritários estão quilombolas, ribeirinhos, pescadores artesanais, pessoas com deficiência, mulheres chefes de família, trabalhadores rurais e população LGBTQIAPN+.
De acordo com a minuta debatida entre as instituições, o programa deverá atuar em municípios das regiões de integração do Caeté, Guamá, Guajará, Marajó e Tocantins. A expectativa é fortalecer a empregabilidade local e ampliar a participação de trabalhadores paraenses nas futuras contratações do setor.
Expectativa de empregos
O governo estadual estima que os investimentos ligados à exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial possam gerar mais de 50 mil empregos diretos e indiretos no Pará. O documento apresentado também aponta projeção nacional de mais de 344 mil postos de trabalho na indústria petrolífera na próxima década.
O secretário da Seaster, Inocencio Gasparim, afirmou que o acordo representa um avanço na política de qualificação profissional do Estado. Segundo ele, a intenção é garantir que a mão de obra paraense esteja preparada para atender às demandas do setor energético.
A proposta prevê ainda integração entre Governo do Estado, Petrobras, municípios, instituições de ensino e setor produtivo. Entre as metas estabelecidas estão o cadastramento de 80% dos trabalhadores qualificados no Sistema Nacional de Emprego (Sine) e a intermediação de 30% das contratações geradas pelos investimentos da Margem Equatorial.
*Thaline Silva, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Keila Ferreira, coordenadora do núcleo de Política e Economia
