Governo do DF tenta viabilizar até o dia 25 garantias em empréstimo para socorrer o BRB após transações com o Master

 

Fonte:


A direção do Banco de Brasília (BRB) e o governo do Distrito Federal trabalham para melhorar as garantias e obter o empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e de um grupo de bancos, após integrantes do Executivo federal terem sinalizado que a União não será avalista da operação.

No Brasil: A cinco meses das eleições, Lula anuncia fim da 'taxa das blusinhas', cobrança de 20% sobre compras internacionais

Exportação ameaçada: Governo brasileiro diz ter recebido com 'surpresa' veto da UE à carne e promete que agirá 'prontamente para reverter decisão

Segundo interlocutores do BRB, a estratégia é viabilizar uma cesta de medidas para capitalizar a instituição até 25 de maio. O prazo final é 29 de maio, quando deverá ser divulgado o balanço consolidado de 2025. Esse prazo foi definido pelo Banco Central, que cobrou saídas para a instituição controlada pelo governo do Distrito Federal cobrir o rombo criado pelas transações com o Banco Master, liquidado no ano passado,

Técnicos a par do assunto afirmam que não haverá surpresa no conjunto de medidas. A solução técnica sobre a mesa é o empréstimo de até R$ 8,8 bilhões para capitalizar o banco e resolver o problema do desenquadramento em relação às regras de prudência.

Para isso, porém, não são necessárias garantias. Entre eles, um fundo imobiliário com imóveis cedido pelo governo local, com exceção de dois ativos considerados polêmicos pela direção do BRB (a Serrinha do Paranoá e o terreno da Secretaria de Saúde no Setor de Indústria e Abastecimento), podendo ser incluídas outras áreas de interesse de investidores.

Também devem fazer parte da cesta a securitização (venda) de dívidas do governo, ações de estatais (Caesb, de água, e CEB, de energia), próprio BRB, e a venda de participação da BRB Financeira.

Integrantes da direção do BRB, da área financeira e de risco, além de o presidente, Nelson de Souza, têm mantido contatos frequentes com o BC, seja presencialmente ou reuniões remotas, em busca de uma solução para cobrir o prejuízo estimado em R$ 6 bilhões com os negócios com o Master.

A capitalização de até R$ 8,8 bilhões foi estimada para permitir que o banco continue operando sem sobressaltos até o final do ano.