Governo do DF deve assinar empréstimo com grupo de bancos intermediado pelo STF para tentar salvar BRB

Governo do DF deve assinar empréstimo com grupo de bancos intermediado pelo STF para tentar salvar BRB

 

Fonte: Bandeira



O governo do Distrito Federal deve assinar nesta quinta-feira um empréstimo de com um grupo de bancos, com prazo de carência de dois anos e 15 anos para pagamento do contrato. Segundo a governadora Celina Leão, serão R$ 6,5 bilhões que servirão para capitalizar o Banco Regional de Brasília (BRB) e cobrir o rombo deixado pelo Master com a compra de carteiras fraudulentas.

A operação só foi viabilizada com a intermediação do Supremo Tribunal Federal (STF) e envolveu o governo federal e o governo do Distrito Federal.

—Hoje, nos resolveremos o problema do BRB — disse Celina.

Segundo Celina, as garantias serão os Fundos de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM). Embora o empréstimo seja concedido ao governo local, controlador do banco, será o próprio BRB que vai pagar a dívida.

Ela disse que firmou um documento com a direção do BRB para que o banco comece a pagar o empréstimo ao controlador, na forma de dividendos, ainda neste ano.

A carência, segundo ela, tem por objetivo recuperar parte do dinheiro com um eventual acordo de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. A expectativa de Celina é que o dirigente, hoje preso, inclua na negociação a devolução desses valores.

A intermediação do STF foi determinada pelo ministro do STF Luiz Fux após o governo do DF pedir à Corte uma flexibilização da regra do Tesouro Nacional que impedia a concessão do aval da União à operação de crédito desejada para obter recursos para capitalização do BRB. O acordo foi proposta da União.

O governo federal deixou claro que não haverá garantia da União para a operação de crédito. Em contrapartida, está sendo desenhado um acordo para viabilizar um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com fiança de um sindicato de bancos, públicos e privados, e contragarantias de verbas do DF dos fundos constitucionais.

A negociação com o FGC e com um conjunto de bancos estava travada, especialmente devido à ausência de garantias firmes do DF. O fundo, bancado pelos bancos associados, está mais cauteloso após a crise do Master. A liquidação do Master provocou um forte impacto no caixa do FGC pelo seguro pago a clientes e investidores, mas também devido a uma linha financeira concedida antes da intervenção do BC.