Governo do Brasil e CBF lançam campanha de enfrentamento à violência contra as mulheres

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Fonte da notícia: Folha de Pernambuco Folha de Pernambuco

Em coletiva realizada na noite desta terça-feira (13), na Arena de Pernambuco, antes do amistoso entre Brasil e Argentina, os Ministérios do Esporte e das Mulheres, em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol, apresentaram a campanha “Papo de Homem - No futebol, a violência não entra em campo”. 

Participaram do encontro com a imprensa o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro; a secretária executiva da Mulher, Eutália Barbosa; e Juliana Agatte, Secretária Extraordinária da Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027 (SECOPA). 

O objetivo da campanha é utilizar o alcance do futebol para chamar os homens à responsabilidade na prevenção e no enfrentamento à violência contra as mulheres. Em vídeo reproduzido na coletiva e também durante o intervalo da partida, na Arena de Pernambuco, jogadores da Seleção Brasileira e torcedores, entre eles Vini Jr., Estevão, Matheuzinho, Endrick, Gabriel Bontempo, Douglas Luiz, Breno Bidon, Vanderson, Rayan, Pedro Morisco e Hugo Souza passaram mensagem de conscientização àqueles que fazem e frequentam o futebol masculino. 

“Eles têm uma representatividade muito grande e é importante que se fale para todas as faixas etárias, sobretudo para os jovens, que traz a nova concepção de uma sociedade que queremos mais para a frente. Por isso buscamos a CBF, pensamos de forma simbólica que seria importante os homens falarem”, explicou ministro Paulo Henrique Cordeiro. 

O foco da iniciativa é aproveitar a Copa do Mundo feminina que será realizada no Brasil, no próximo ano, para promover campanhas sobre a igualdade de gênero, seja no âmbito esportivo ou social. 

“Nós vivemos em um período no Brasil, onde o debate de gênero foi criminalizado. Não era permitido construir planos de políticas públicas que falassem sobre a igualdade de gênero. Então quando esvaziamos o debate, essa conta chega”, ressaltou a ministra Eutália Barbosa. 

“Estamos trabalhando muito fortemente para que isso acabe de vez e que possamos de fato ter nossa juventude se preocupando com outras coisas e não e não cometendo crimes contra as mulheres”, prosseguiu.

Plano Nacional do Legado Social e Esportivo da Copa

Durante o encontro, ainda foi apresentado o Plano Nacional do Legado Social e Esportivo da Copa do Mundo Feminina 2027. O projeto busca transformar a mobilização do Mundial em ações e políticas permanentes para ampliar direitos, segurança, participação e oportunidades para meninas e mulheres no futebol, além, do enfrentamento às violências contra as mulheres no futebol. 

De acordo com a secretária extraordinária da Copa do Mundo 2027, Juliana Agatte, uma das principais medidas será fomentar o futebol através da educação. No âmbito profissional, a ideia é que o time feminino fique cada vez menos dependente do masculino. 

“O legado é uma grande preocupação nossa, porque, hoje, a pirâmide do futebol feminino é invertida. Temos esse mecanismo de indução que o time masculino tem que ter o feminino para competir. Às vezes acontece de o time masculino cair e o time feminino cair junto, porque está muito vinculado. Primeiro precisamos desenvolver um modelo de negócios e isso passa pela lei de desenvolvimento do futebol feminino, pela CBF, federações, FIFA, clubes”, pontuou. 

“Pela parte do poder público, é fomentar e temos feito isso junto ao Ministério da Educação, em ampliar as atividades nas escolas de tempo integral, de a menina jogar futebol na educação física. É ampliar essa base nos municípios”, seguiu.

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