'Governo de SP, ao fim e ao cabo, tem a responsabilidade objetiva', diz Tarcísio sobre explosão no Jaguaré
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que o governo de São Paulo tem "responsabilidade objetiva" no caso da explosão que provocou uma morte e deixou três feridos no bairro do Jaguaré, em São Paulo, na segunda-feira.
— Eu quero me solidarizar com a família da vítima. Isso realmente abala todo mundo e o momento agora é de cuidar das pessoas. Foi montada uma grande operação para fazer esse cuidado, para dar esse suporte. Isso envolve a Comgás, isso envolve a Sabesp, isso envolve o governo do estado de São Paulo, que ao fim e ao cabo tem a responsabilidade objetiva, porque lá você tem prestadores de serviço público. Então ninguém vai ficar desamparado — afirma Tarcísio, durante um evento da PM no centro da capital paulista.
Nesta terça-feira, um dia após o acidente, representantes do governo estadual, da Comgás e da Sabesp estiveram no local da explosão para prestar esclarecimentos aos moradores atingidos. A companhia de saneamento, responsável pela obra na qual a explosão ocorreu, anunciou o aumento do auxílio para as famílias afetadas, de R$ 2 mil para R$ 5 mil.
— Qual é a situação agora? Primeiro a gente está com a equipe de médicos e assistentes sociais acompanhando os feridos que estão nos hospitais. A gente deve ter uma alta hoje, que é o ferido que estava no Hospital Universitário. A gente tem um paciente em estado crítico ainda no Hospital Geral de Osasco — completou o governador.
Tarcísio não esteve no local do acidente. Segundo interlocutores, a ausência se deu pelo fato de a explosão ter ocorrido em obras de empresas concessionárias, a despeito de o estado possuir 18% das ações da Sabesp. Para o governador, todos os ressarcimentos serão feitos pelos responsáveis diretos.
— Não vai faltar suporte e amparo para ninguém. A gente, as nossas equipes já estão lá, a gente tem já as pessoas cadastradas. A gente tem aí 160 pessoas cadastradas que vão ser orientadas. Ontem a gente inclusive enviou os ônibus da polícia para conduzir as pessoas, onde a gente já tinha feito a reserva de quartos de hotel. Nossa equipe vai estar lá permanentemente para dar esse suporte, para dizer qual é o passo. E aí a gente vai partir já para o passo seguinte, sobre o que nós podemos fazer, se é o caso de reforma, caso de reconstrução, se vamos comprar uma moradia nova se vamos comprar em outro lugar. Não vai faltar nem recurso, nem esforço (...) O custeio é todo da Sabesp e da Comgás. O estado entra subsidiariamente — completou Tarcísio.
Causa é investigada
Sem apresentar ainda uma conclusão definitiva sobre as causas do acidente, as autoridades que visitaram o local do acidente nesta terça prometeram reforçar a assistência humanitária às famílias afetadas. Ao menos dez imóveis ficaram completamente destruídos e outras 36 residências foram interditadas, por possíveis danos na estrutura dos imóveis.
Segundo o tenente Maxwell Souza, da Defesa Civil, ainda não há prazo para a conclusão do laudo técnico da explosão nem para o retorno dos moradores às residências. Ele afirmou, porém, que algumas casas deverão ser demolidas devido aos danos estruturais e que, gradativamente, algumas residências podem ser liberadas. A vistoria engloba uma área de 2 mil metros quadrados e a Polícia Técnico-Científica está fazendo uma topografia da área para identificar todos os dutos de água e gás na região, a fim de descobrir as causas da explosão.
— Nesta primeira interdição, nós interditamos 46 imóveis. Significa que todos estão afetados? Não. Agora a vistoria vai apontar isso. A primeira interdição é mais ampla, e aí depois a gente vai entendendo a dimensão e extensão dos danos e vamos liberar para que as pessoas possam voltar para suas casas — explicou.
Neste momento, os imóveis estão sendo identificados com placas coloridas, que vão definir se eles poderão ou não voltar a ser ocupados pelos moradores. As residências identificadas com a cor verde serão totalmente liberadas para seus residentes, enquanto aquelas classificadas na cor amarelo só serão abertas para que os moradores peguem seus pertences. Se a casa ganhar a identificação com a placa laranja, os moradores só poderão entrar para pegar os pertences acompanhados de técnicos da Defesa Civil, e as residências identificadas em vermelho estão totalmente interditadas.
